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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

MAGNATA QUER CONTEÚDO DE JORNAIS FORA DO GOOGLE

"O bilionário australiano Rupert Murdoch, diretor-executivo da News Corp, pretende impedir que o Google use o conteúdo jornalístico gerado por suas empresas de comunicação nas buscas online. Murdoch é dono da rede de TV Sky News, dos jornais britânicos The Times e The Sun e dos americanos The New York Post e Wall Street Journal. Murdoch também ameaçou processar a BBC, acusando a companhia inglesa de roubar conteúdo de seus jornais.

As declarações foram dadas durante uma entrevista ao canal australiano Sky News, do qual a News Corp é uma das donas. Em agosto, ele havia anunciado que os sites de seus jornais começarão a cobrar pelo acesso ao conteúdo. Acredita-se que a cobrança terá início em junho do próximo ano.

Segundo Murdoch, quando o modelo de cobrança online for lançado, provavelmente a empresa removerá o conteúdo de suas histórias da busca do Google. Além da busca comum, o Google tem também uma página especialmente dedicada à procura de notícias. Murdoch reconhece que ferramentas de busca como o Google geram tráfego para os sites da sua empresa, mas ele afirma que o benefício é mínimo.

- Qual a vantagem de ter alguém ocasionalmente nos visitando porque gostou de uma manchete vista no Google? - ele questiona - Preferimos ter menos visitantes que paguem pelo conteúdo.

Em nota oficial, o Google respondeu às críticas afirmando que "o Google News e a busca online são uma enorme fonte de promoção para a mídia gerando cerca de 100 mil clicks por minuto". Para o gigante da web, "empresas colocam seu conteúdo na internet porque querem que ele seja encontrado, portanto poucos optam por não incluir seu material no Google News e na busca online. Mas se pedirem (a exclusão), nós faremos".

O Google garante que o processo para não incluir material de algum site em sua busca é simples e que se alguém "quiser seu conteúdo removido do Google News, só precisa falar conosco".

Murdoch afirmou não acreditar que os sites de busca possam usar legalmente manchetes e parágrafos de publicações impressas ou online. Neste fim de semana essa polêmica foi tema de discussão na 65ª Assembléia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), em Buenos Aires.

Durante o encontro, vários meios de comunicação do continente, entre eles os jornais O GLOBO e "Folha de S. Paulo" e a Associação Nacional de Jornais (ANJ), aderiram à chamada Declaração de Hamburgo, lançada em junho passado durante uma reunião do Conselho Europeu de Publishers e da Associação Mundial de Jornais, na Alemanha. O documento conta com 221 signatários da mídia impressa.

Durante a entrevista, Murdoch foi questionado sobre como espera convencer os internautas a concordarem com seu plano de cobrar pelas notícias em seus sites quando as pessoas podem ter acesso a elas gratuitamente em outras páginas, como a da BBC.

- Nós somos melhores - disse ele - E muito do que eles publicam é roubado de jornais hoje em dia e nós vamos processá-los por direitos autorais. Eles terão de gastar muito mais dinheiro e mais repórteres para cobrir o mundo quando não puderem roubar dos jornais.

Murdoch não acredita que a disputa termine em um tribunal.

- Eles conhecem a lei. Irão se adaptar.

Jornais em todo o mundo vêm estudando qual seria a melhor forma de ganhar dinheiro pela internet, especialmente em uma época de diminuição de anunciantes. Mas existe o risco de que muitos leitores deixem de usar os sites se estes passarem a cobrar pelo conteúdo."

(Fonte: Agências Internacionais e O Globo)

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