CIVITATE - INCENTIVADORES

terça-feira, 10 de novembro de 2009

CASO ANA BRUNA - JOÃO PORTELA É EXECUTADO E REATIVA RASTRO DE SANGUE

"Comerciante era o elo entre os assassinatos do seu irmão Valter Portela, em outubro de 2005, e da adolescente Ana Bruna, em abril de 2007. Ele havia sido condenado a 18 anos de prisão pela morte da jovem, mas recorreu da sentença."

Dois anos e sete meses depois, o caso Ana Bruna volta à tona, diante da execução do comerciante João Batista Machado Portela, na noite da última sexta-feira, no Conjunto José Walter. Segundo a Polícia, um homem entrou no estabelecimento comercial de João Batista e efetuou um disparo contra a sua cabeça. Apesar da repercussão nacional de um esquema de extermínio no Ceará, o assassinato da principal peça de um complicado quebra-cabeça de extorsões, execuções e negligência do poder público somente foi informado ontem pela Polícia.

De acordo com processos nas comarcas de Fortaleza e Maracanaú, João Portela seria o elo entre as execuções de seu irmão Valter Portela (outubro de 2005) e da adolescente Ana Bruna (abril de 2007), até então a principal testemunha do primeiro caso. Ela também foi morta a tiros, apesar de estar sob cuidados do aparato da segurança pública do Estado.

João Portela foi denunciado pelo Ministério Público como o mandante da morte da adolescente Ana Bruna, que o havia apontado como o homem que ordenou a execução de seu irmão e também comerciante Valter Portela.

Na época, a adolescente era companheira do pistoleiro Ademir Mendes de Paula, que, segundo o depoimento de Ana Bruna, havia revelado a ela ter executado Valter Portela a mando de João, por causa do não pagamento de uma dívida.

Ana Bruna decidiu denunciar João Portela por acreditar que o namorado foi assassinado, no dia 8 de abril de 2007, como queima de arquivo. Meses depois, uma força tarefa, coordenada pelo delegado Jairo Pequeno, apontou que o pistoleiro fora morto por um crime de vingança, por causa de uma outra morte.

Mas as denúncias da adolescente desencadearam investigações sobre grupos de extermínio no Estado, com a participação de policiais militares. Segundo a denúncia do Ministério Público, teria sido um cabo da PM que planejaria a morte de Ana Bruna, mesmo a adolescente estando sob os cuidados de delegados da Polícia Civil. Bruna foi morta cinco dias após revelar o esquema dos extermínios, em que o então companheiro atuava com os policiais.

O assassinato do comerciante João Portela será investigado pelo 8º Distrito, no José Walter, e o inquérito deverá ser presidido pelo delegado Valdir Passos Júnior.

Trama

Segundo o Ministério Público, para assassinar Ana Bruna, os policiais buscaram um executor sem ficha na Polícia. De acordo ainda com o Ministério Público, José Veridiano Fernandes Nogueira estaria em dívida com os policiais, que antes teriam executado o assassino do irmão de Veridiano."

(Fonte: Nicolau Araujo - Portal O Povo)

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