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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

CID: "NÃO TEM NADA DE CRISE"

"A Segurança Pública do Ceará está em crise? De acordo com o governador Cid Gomes (PSB), não. "Não tem nada de crise na Segurança. Isso não é crise. O que tem, e sempre teve, é que tem uma parcela que é séria e outra que é desonesta. Todo mundo sabe disso", afirmou. O chefe do Executivo comentou os fatos envolvendo a Polícia Civil, ontem, em solenidade no Hospital Geral Waldemar de Alcântara.

Cid apontou a confiança no atual superintendente da Polícia Civil, Luiz Carlos Dantas. "O superintendente da Polícia Civil tem a confiança do secretário (Roberto Monteiro), que tem a minha confiança", sustentou Cid.

O Povo conversou com Roberto Monteiro, por telefone. Indagado se teria confiança em Dantas, o secretário não se manifestou. "É uma pergunta que eu prefiro não responder. Se eu disser que confio, o senhor (repórter) pode fazer ilações. Se eu disser que não confio, é pior ainda", afirmou.

Durante ainda a solenidade, Cid admitiu que sua posição será a de cobrar punições para o caso. "Um dos dois (lados) não está sendo verdadeiro, está sendo desonesto, está mentindo. Uma pessoa que frauda, que inventa uma situação, tem que ser afastada", apontou. "Quem estiver mentindo eu vou exigir a punição mais severa. Seja um ou o outro, tem que ser afastado. Tem que ser expurgado como se expurga um tumor", adiantou.

Monteiro, por sua vez, apontou quais punições podem ser tomadas mediante comprovações de acusações ao final da investigação, como suspensão e demissão. "Vai para a rua", resumiu, sobre a demissão.

Desde a semana passada, dois delegados e um inspetor foram afastados acusados de tortura. Eles negam a acusação e fazem acusações contra o superintendente da Polícia Civil, Luiz Carlos Dantas.

Cid, questionado sobre a possibilidade de federalização das investigações, disse não ser contrário. "Quanto mais isenta, melhor", defendeu, embora destacasse que "na Segurança Pública tem uma Corregedoria, que não é integrante da Polícia Civil, e é a ela que compete fazer essa investigação". "Não sei se é esse o procedimento. Não sou advogado, sou engenheiro civil. (A Polícia Civil) é uma das forças da Segurança Pública, que tem uma Corregedoria", completou.

Roberto Monteiro explicou também que o afastamento de delegados e inspetores suspeitos foi uma medida de precaução. "O afastamento preventivo é uma medida cautelar para evitar que o policial continue com a arma, com a carteira (funcional)", detalhou. Assim, segundo ele, não há motivos para afastar o delegado Dantas. "Não há, até agora, nenhuma suspeita de que o doutor Dantas tivesse torturado esses presos", relatou.

De acordo com o titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Roberto Monteiro, mais um policial civil deve ser afastado por envolvimento com possíveis casos de tortura. Ele explicou que o afastamento ainda não foi oficializado porque há dois policiais com o mesmo nome e é preciso distinguir, entre os dois, qual teria participado, segundo a acusação.

Com relação às investigações, a Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), vai apresentar amanhã, através de coletiva à imprensa, os encaminhamentos que deverão ser tomados pela comissão instalada para apurar as denúncias de tortura.

Como irá comandar os trabalhos na comissão da PGJ, o promotor André Karbage comunicou ontem ao delegado Rodrigues Júnior, seu afastamento do inquérito que está sendo realizado no âmbito da Polícia Civil. Nesse inquéritos já foram ouvidas cerca de 20 pessoas, entre policiais e presos que tiveram contato com os denunciantes. O POVO apurou que novos depoimentos serão tomados, devendo ser realizadas também algumas diligências."

(Fonte: Diego Lage - Portal O Povo e Portal da TV Verdes Mares)

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