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terça-feira, 9 de novembro de 2010

JUSTIÇA INVESTIGA SECRETÁRIO DE SEGURANÇA POR DESAPARECIMENTO DE CAÇA-NÍQUEIS APREENDIDOS PELA POLÍCIA

O Poder Judicário do Ceará investiga o desaparecimento de 300 placas de máquinas caça-níqueis que faziam parte de um processo em tramitação na Justiça do Estado. Este escândalo aconteceu a partir de uma suposta doação indevida da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará.

O secretário Roberto Monteiro teria autorizado a doação de 300 máquinas caça-níqueis apreendidas pela Polícia Civil em diversas operações em Fortaleza para a Secretaria de Ação Social. Na Ação Social, permaneceram apenas as carcaças das máquinas. Sumiram os soft-wares e principalmente as placas dos jogos. Essas placas valem cada uma a importância de R$ 7 mil.

Por determinação do juiz Eduardo de Castro, a Secretaria de Ação Social foi obrigada a devolver as 300 máquinas caça-níqueis à Secretaria de Segurança Pública. Na devolução veio a surpresa. Só havia carcaças, não tinha mais as placas e os soft-wares. Ciente de que o sumiço poderia cair em seu colo, o Delegado Jaime de Paula Pessoa, da Delegacia de Defraudações, solicitou uma perícia e constatou que as máquinas devolvidas não tinham mais as placas.

Há informações que essas 300 placas desviadas da secretaria de Ação Social foram parar em novas máquinas caça-níqueis que já estariam em funcionamento no centro de Fortaleza. Oficialmente, a Polícia Civil não se manifesta.

Agora, o secretário de Segurança Pública, Roberto Monteiro, terá que encontrar uma saída para esse problema juntamente com a secretária Fátima Catunda. Deve ser aberto um inquérito policial para investigar quem foi ou foram os autores desse furto milionário de R$ 2,1 milhões nos depósitos da Ação Social do Estado. Também será apurado o envolvimento de servidores com o crime organizado que controla o jogo de caça-níqueis em Fortaleza.

O superintendente da Polícia Civil, delegado Luiz Carlos Dantas, outro que está deixando o cargo na mudança geral que o governador Cid Gomes promoverá na cúpula da segurança pública do Estado, foi comunicado desse grave problema. O secretário Roberto Monteiro tentou encontrar uma alternativa como por exemplo, uma solução usada no passado, quando a Polícia Civil incinerou carcaças de máquinas caça-níqueis. A questão agora é outra: as máquinas doadas a Ação Social estavam em funcionamento e tinham soft-ware e placas. As antigas incineradas eram apenas carcaças.

É mais um escândalo que envolve a frágil Segurança Pública do Ceará.

(Fonte: Programa Plantão Policial, Donizete Arruda - Ceará Agora)


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