CIVITATE - INCENTIVADORES

sábado, 13 de março de 2010

ONG LISTA PAÍSES "INIMIGOS DA INTERNET"

"Repórteres Sem Fronteiras lança relatório com países "inimigos da internet"."

"A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou nesta sexta-feira (12/03) uma lista de países que restringem o acessos de seus cidadãos a informações encontradas na rede mundial. Batizada com o sugestivo nome "Inimigos da Internet", a lista traz figuras esperadas, como China, Irã e Arábia Saudita, mas surpreende ao incluir a democrática Austrália e a Coreia do Sul, país com maior penetração da internet no mundo, como nações "sob vigilância".

"Democracias ocidentais não estão imunes à tendência de regulação da internet. Em nome da luta contra a pornografia infantil e o roubo de propriedade intelectual, leis e decretos têm sido adotados, ou estão sendo criados, notavelmente na Austrália, França, Itália e Grã-Bretanha", diz o relatório.

Na Coreia do Sul, uma nova lei pode levar à prisão por até cinco anos quem for pego "disseminando notícias falsas com a intenção de prejudicar o interesse público".

Segundo a RSF, os países que mais violam os direitos dos internautas são Arábia Saudita, Burma, China, Coreia do Norte, Cuba, Egito, Irã, Síria, Turquia, Turcomenistão, Uzbequistão e Vietnã. O relatório alerta que 120 blogueiros estão presos por se expressar na internet. A China lidera a triste estatística com 72 detentos, seguida pelo Vietnã e Irã.

"Em países autoritários onde a mídia tradicional é controlada pelo Estado, a internet oferece um espaço único de discussão e troca de informações e se tornou uma ferramenta importante de mobilização e protesto".

Segundo a ONG, os artifícios utilizados pelas nações autoritárias para controlar a internet são censura política e social de conteúdo, ameaça e prisão de internautas, vigilância online e exigência de identificação de usuários.

Entre os piores casos, a RSF cita a Coreia do Norte, Burma e o Turcomenistão, que "se isolam completamente da grande rede" ao não investir o mínimo em infraestrutura. O resultado é o surgimento de um mercado negro de telecom na fronteira da China com a Coreia do Norte, situação que se repete também em

Envolvido em uma polêmica com a China, o Google comentou o relatório em seu blog oficial, afirmando que a ferramenta de buscas e o YouTube estão ou foram bloqueados em pelo menos 25 países. O gigante da web patrocinou o prêmio "Cidadão da Web", produzido pela Repórteres Sem Fronteiras.

O site iraniano "Mudanças pela Igualdade" foi o primeiro vencedor, graças a sua luta pela igualdade de direitos entre os sexos num país dominado pelo fundamentalismo religioso. Segundo o Google, "o site se tornou uma fonte conhecida de informação sobre os direitos das mulheres no Irã, documentando prisões de ativistas e funcionando como ponto de encontro para oposicionistas do regime".

( Clique aqui para ler o relatório completo, em pdf )

(Fonte: O Globo)

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