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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

PRESOS ESTARIAM SENDO TORTURADOS PELA POLÍCIA EM CIDADE DO INTERIOR DO CEARÁ

"Policiais são acusados de torturar presos em Pindoretama."

"Um detento chegou a ser torturado na frente da própria mãe. Durante depoimento, ela falou que chorava desesperada para que o policial não matasse seu filho, pois ele tinha uma criança para criar.

Polêmica em Pindoretama, município a 49 quilômteros de Fortaleza. Policiais da Cadeia Pública da cidade foram denunciados por estarem torturando e fazendo chacota dos presos. O Conselho Estadual de Direitos Humanos foi acionado para apurar o caso, junto à Promotoria de Justiça, e está colhendo depoimentos para encaminhar à Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, a fim de afastar os policias responsáveis por violação de conduta e desrespeito aos direitos humanos.

Segundo informou o presidente e delegado-chefe do Conselho, Ricardo Castro, ao Jangadeiro Online, policiais espancavam os detentos, colocavam sacos na cabeça deles, revólver na boca, faziam chacotas e diziam que era para “consertar” o crime que haviam cometido. Ainda de acordo com o relato do delegado, enquanto um PM batia com cacetete no rosto de um presidiário, o outro falava que a pancada tinha sido fraca e batia mais forte.

Um detento chegou a ser torturado na frente da própria mãe. Durante depoimento, ela falou que chorava desesperada para que o policial não matasse seu filho, pois ele tinha uma criança para criar. A mulher foi ameaçada de morte e pressionada com uma arma no tórax.

Ricardo Castro disse, ainda, que os policiais não livraram, sequer, um preso paraplégico. Se divertiam espancando-o e torturando-o. De acordo com o presidente e delegado-chefe do Conselho Estadual de Direitos Humanos são apontados como os principais responsáveis pelas atrocidades: Roberto Miller Costa da Rocha, Carlos Roberto Pereira da Silva e Fernando Antônio Lima dos Santos.

“Queremos reiterar o excelente trabalho realizado pela Delegada da Polícia Civil de Pindoretama, Dra. Juliana Pinheiro, que agiu de forma inteligente e humana”, afirmou Ricardo Castro, ressaltando que, se a delegada não agisse a tempo, muitos presos seriam mortos pelo PMs. “Para proteger os detentos, ela os retirou do poder dos policiais que os torturavam”.

(Fonte: TV Jangadeiro, afiliada SBT em Fortaleza - CE)

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