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sábado, 17 de julho de 2010

COMANDANTE DE BATALHÃO DA PM É EXONERADO APÓS MORTE DE MENINO DE 11 ANOS DENTRO DE ESCOLA

O comandante do 9º BPM, em Rocha Miranda, Rio de Janeiro, coronel Fernando Principe, foi afastado do comando da unidade por determinação do comandante-geral da PMERJ, coronel Mário Sérgio Duarte. O novo comandante do batalhão será o tenente Coronel Luiz Carlos Leal. A mudança foi decidida em reunião realizada no fim da tarde desta sexta-feira (16/07) no QGG da corporação. A exoneração é resultado de uma operação de policiais do batalhão nas comunidades da Pedreira e Quitanda, em Costa Barros. Durante confronto com traficantes, uma bala perdida atingiu o estudante Wesley Gilbert Rodrigues de Andrade (foto acima), de 11 anos, que assistia aula dentro do Ciep Rubens Gomes, em Costa Barros.

"Um dos objetivos da mudança de comando é garantir total isenção e rigor na apuração dos motivos da operação, bem como do procedimento adotado, que resultou na perda irreparável para uma família", informou, em nota, a PM.

O coronel Mário Sérgio Duarte ainda determinou a apuração do episódio, que será feita pela Corregedoria da PM. A Divisão de Homicídios (DH) também investiga o caso. As armas usadas pelos policiais, além das apreendidas durante a operação, onde seis homens não identificados foram mortos, serão levadas à perícia de balística no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).

Wesley Rodrigues chegou a ser levado para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas já chegou morto à unidade. Havia 30 crianças na classe. Pais de alunos fizeram um protesto em frente ao Ciep e chegaram a queimar pneus, interditando a Avenida Jose Arantes de Melo. A ação no Complexo da Pedreira foi para verificar informações passadas ao Disque Denúncia de que bandidos transitavam nas imediações da Estrada do Camboatá e da Avenida Pastor Martin Luther King.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que as aulas da escola foram suspensas nesta sexta-feira. Na próxima segunda-feira, uma equipe do Programa Interdisciplinar de Apoio às Escolas Municipais (Proinape) irá à unidade escolar para conversar com as crianças e professores.

A secretária de Educação do município, Claudia Costin, disse, em sua página no Twitter,que a morte do menino na sala de aula é inaceitável .

A Polícia Civil também divulgou uma nota em que afirma que agentes da Divisão de Homicídios da Polícia Civil foram ao Ciep para fazer "uma minuciosa perícia para investigar as circunstâncias em que o estudante de 11 anos morreu, após ser baleado, e de onde partiu o disparo. A Polícia Civil só vai se pronunciar sobre o caso após a conclusão do inquérito."

(Fonte: O Globo)

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