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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

CEARÁ - LAUDO COMPROVA MORTE DE CAMINHONEIRO POR ASFIXIA APÓS ABORDAGEM POLICIAL

"A morte do caminhoneiro Marcelo Rosal Correia, no dia 16 de setembro deste ano, em Redenção - CE, durante uma abordagem da Polícia Militar, deixou a família da vítima e populares revoltados. À época, testemunhas afirmaram que os profissionais agiram com muita violência, mas, para a PM, não houve excesso. Cerca de um mês depois, o laudo cadavérico foi liberado e confirma a morte por “asfixia mecânica”.

O tumulto aconteceu em uma quinta-feira, quando uma composição da Polícia foi acionada para conter o ímpeto de um homem embriagado que estaria envolvido em confusão. A vítima, de 36 anos, teria desacatado verbalmente os militares e reagido à prisão. Neste momento, Marcelo Rosal ficou inconsciente e mesmo assim foi levado pelos policiais, identificados como capitão Waurisson e sargento Moura.

O caminhoneiro foi levado pelos oficiais ao Hospital de Redenção, mas deu entrada na emergência sem sinais vitais, após ser examinado pelo médico plantonista João Silva Lima. Na ocasião, o capitão Waurisson, comandante do pelotão da cidade, informou que ele teria desacatado as autoridades. Segundo ele, foram usadas “técnicas policiais corretas” de imobilização.

Com o laudo da perícia em uma das mãos e a foto de Marcelo na outra, a viúva Edilene Alves da Silva, emocionada, pede providências sobre o ocorrido. “Eu venho pedir justiça. Porque ele (o capitão) disse em entrevistas que meu marido tinha morrido do coração, mas ele não tinha problema do coração. (...) Antes eu não podia acusar ele porque eu não tinha prova. E agora eu tenho a prova de que ele não morreu do coração, mas por asfixia mecânica”.

O Relações Públicas da PM, major Marcos Costa, em entrevista ao Ceará Agora, informou que, logo após o ocorrido, a Polícia Civil local instaurou um inquérito para investigar o caso, assim como a PM também abriu um Inquérito Policial Militar (IPM). “Esses dois procedimentos, ao final, constatando indício de cometimento de algum crime, serão remetidos à Justiça comum e Militar, respectivamente, onde pode haver o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público, a aceitação dessa denúncia pelo juiz e todo procedimento, podendo culminar, inclusive, com o julgamento e condenação dos possíveis acusados”, disse.

Ainda de acordo com o major Costa, os militares continuam em serviço porque, no entendimento da corporação, não há interferência no processo. “Ninguém pode ser culpado até que se tenha uma apuração. No caso, há duas apurações em andamento e não pode haver um pré-julgamento de afastamento de funções sem que haja alguma prova técnica, algum documento, comprovando que há culpabilidade”, disse."

Laudo abaixo:

(Fonte: Ceará Agora)

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