CIVITATE - INCENTIVADORES

terça-feira, 19 de outubro de 2010

FALSO TENENTE CORONEL TRABALHAVA NA SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA

A secretaria de Segurança do Rio de Janeiro tinha um alto funcionário que era impostor e falsário. Fazendo-se passar por Tenente Coronel Sampaio, funcionário da secretaria de segurança do Rio de Janeiro. Com um crachá, Carlos Sampaio Junior tinha acesso a um dos órgãos mais importantes do governo do estado. Há três meses, ele foi nomeado coordenador da subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional.

Entre os documentos apresentados para assumir o cargo, uma carteira do Exército, em que ele se apresentava como tenente coronel. O que nem era um requisito para a contratação.

A mesma patente aparece num outro documento, que autoriza o funcionário a dirigir carros oficiais. Mas Carlos Sampaio nunca foi do Exército. A secretaria de Segurança levou 45 dias para descobrir a farsa. O documento militar foi a isca porque havia erros na falsificação, como a inversão do nome dos pais e o tamanho do brasão.

“O documento que ele apresentou em primeira mão a gente teve que fazer investigação. O que importa é que nós fizemos o monitoramento e nós prendemos”, diz Rivaldo Barbosa, do seviço de inteligência do Rio de Janeiro.

O falso tenente coronel do Exército foi desmascarado quando chegava para trabalhar na secretaria de Segurança. Dentro do prédio, policiais deram voz de prisão e na pasta dele apreenderam um revólver. Carlos Sampaio vai responder por porte ilegal de armas, falsidade ideológica e falsificação de documentos.

O falso militar já tinha ocupado um cargo no mesmo órgão entre 2003 e 2006. Agora, a secretaria, responsável pela segurança do estado, precisa descobrir como foi possível falhar na própria segurança.

Veja no video!

Sob o olhar do falsário

Num registro de roubo e auto de resistência do dia 4 de agosto, na 37ª DP (Ilha do Governador), sobre a morte de um ladrão de carro por policiais militares, o falso tenente-coronel do Exército Carlos da Cruz Sampaio Júnior declarou que supervisionava uma operação de PMs no bairro Moneró, na Ilha. Na ocasião, ele se apresentou como coordenador de Análise e Integração da Secretaria de Segurança Pública. Ele foi preso quinta-feira por porte ilegal e falsidade ideológica.

O roubo teria ocorrido perto do local onde os policiais faziam operação. Na fuga, o ladrão deparou-se com as patrulhas, trocou tiros e foi baleado. Em depoimento, Sampaio disse não ter efetuado nenhum disparo, mas que “partiu em auxílio daqueles policiais”. Ele afirmou que “estava supervisionando uma sequência de operações visando a diminuir a criminalidade nas áreas acima da média visada pela Secretaria de Segurança”. A PM abriu sindicância para apurar, em 20 dias, a relação de Sampaio com os batalhões .

“Vamos apurar, mas, se isso aconteceu, está clara a indicação de irregularidade dele e de quem permitiu sua participação. Esse tipo de supervisão tática, no local, é feita por alguém do batalhão. Se confirmado, alguém será responsabilizado”, afirmou o comandante-geral, coronel Mário Sérgio Duarte.

A certeza de que a fraude nunca seria descoberta era tanta que o falso tenente-coronel figura em outro registro onde se declara militar. Em agosto de 2009, ele fez queixa na 20ª DP (Vila Isabel) pelo roubo de sua carteira, cartões bancários e documentos, entre eles, a falsa identidade militar.

Policiais da 4ª DP (Central) estiveram ontem à tarde na casa do falso oficial e intimaram o pai dele, o militar Carlos Sampaio, a depor como testemunha. O delegado Ricardo Dominguez acredita que o pai pode ajudar a polícia a descobrir o motivo de o filho ter falsificado os documentos. A investigação da PM será chefiada pelo coronel Paulo Mouzinho, comandante do 4º CPA (Niterói). Já na Secretaria de Segurança, a delegada Milena Oliveira será responsável pela apuração.

Erros primários denunciam carteira forjada

A carteira apreendida com Sampaio aponta pelo menos 10 irregularidades, algumas delas, primárias. O documento é assinado por um capitão, o que não é permitido, já que é de uma patente inferior ao do suposto tenente-coronel. Em uma área onde aparece a indicação de promoção, não consta a publicação do Diário Oficial da União e a data é de 25 de dezembro de 2010. Na carteira de Sampaio, o nome da mãe aparece primeiro, mas nas identidades militares o nome do pai vem antes.

Segundo investigações, o número do documento constaria como dependente de Carlos da Cruz Sampaio, o pai do falso tenente-coronel. O documento teria sido emitido dia 30 de julho de 2010, 18 dias após Sampaio ser contratado pela Secretaria de Segurança. De acordo com policiais que conheceram Sampaio, ele só apresentava cópia colorida do documento, nunca o original.

YouTube

Dois vídeos divulgados no Youtube neste sábado mostram o falso tenente-coronel Carlos da Cruz Sampaio Júnior, que trabalhava na Secretaria Estadual de Segurança, comandando um curso de tiros para PMs.


(Fonte: Com informações da Globo News e O Dia online)

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