CIVITATE - INCENTIVADORES

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

COMER MENOS PARA VIVER MAIS

Ao que parece, os pesquisadores descobriram o segredo da longevidade. Foram décadas de estudos, muitos deles analisaram o comportamento de ratinhos em dieta no laboratório, para concluir o que o nosso inconsciente já sabia: que a porta para a vida longa é também a porta do nosso corpo: a boca!

Só que, dessa vez, além da qualidade do alimento, controlar a quantidade do que você ingere é fundamental se você pretende viver mais. É o que eles chamam de Restrição Calórica (RC). Isso porque eles acreditam que pode existir um número limite de calorias que o organismo pode queimar ao longo da vida e que, sendo assim, comer menos a cada dia possibilita viver mais dias até atingir esse limite.

Para descobrir a quantidade de calorias e nutrientes necessários para manter o seu organismo em pleno funcionamento, o médico realiza um cálculo com base na altura, no peso, na idade, no sexo e no nível de atividade física, incluindo atividades do dia a dia, como subir escadas, fazer trabalho doméstico ou passar muito tempo na frente do computador. Mas o que os pesquisadores da Restrição Calórica sugerem é que, após encontrar esse valor ideal, ainda seja reduzido cerca de 30%.

Em outras palavras, vamos supor que uma mulher tenha um limite máximo de 150 mil calorias para consumir ao longo da vida (isso é apenas um exemplo). Se ela ingerir 2 mil calorias por dia, viveria cerca de 75 anos. De acordo com a Restrição Calórica, se ela reduzir 30% da ingestão de calorias por dia (isto é, comer cerca de 1400 cal/dia), poderá viver até os 107 anos!

Porém, reduzir calorias não é algo tão simples, nem tampouco prazeroso. É preciso encontrar o equilíbrio. “Sabemos que o excesso alimentar tira anos de vida, pois causa uma sobrecarga no nosso organismo, especialmente no aparelho digestivo”, afirma Waldinez Nogueira, nutricionista da Lapinha Clínica e Spa (PR). A questão é descobrir quanto reduzir para obter os benefícios dessa restrição sem comprometer a saúde. “Existe um mínimo necessário de calorias que cada indivíduo necessita consumir por dia para não ter um quadro de deficiência nutricional”, destaca a nutricionista.

Há outras evidências de que comer menos pode prolongar a vida. Ou, pelo menos, preservar a saúde por mais tempo. Euclésio Bragança, médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira das Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri), em São Paulo, explica quais mecanismos podem acelerar o “enferrujamento da máquina humana”.

Os tais radicais livres

“O mesmo oxigênio, que é vital à nossa sobrevivência, também provoca a liberação dos radicais livres”, constata o médico. Esses radicais livres alteram as células, deixando-as com aspecto de células envelhecidas, que deveriam ser eliminadas pelo organismo. Mas, ao invés disso, elas passam a funcionar de maneira inadequada, alterando suas funções. Marcella Romanelli, nutricionista da Nutricêutica Alimentos Funcionais (SP), explica que essas células podem ter seu código genético alterado. Por isso, podem multiplicar-se desordenadamente, favorecendo o surgimento de tumores, doenças pulmonares, cataratas, entre outros males, além do envelhecimento precoce.

Alimentos ricos em antioxidantes são os mais indicados para combater os radicais livres. “Eles são capazes de se ligar a essas células neutralizando sua ação”, resume. Poluição, uso de alguns medicamentos, fumo, alcoolismo e uma alimentação inadequada também contribuem para aumentar a produção de radicais livres e acelerar o processo de envelhecimento.

Se você continuar se “abastecendo” com alimentos muito refinados, como pães e massas, gorduras (presentes nos queijos amarelos e frituras) e açúcar branco (doces em geral), irá sobrecarregar suas mitocôndrias, estruturas responsáveis por transformar o alimento em “combustível”. Como produto desse cardápio altamente calórico, você terá uma grande quantidade de glicose (açúcar) circulando na sua corrente sanguínea, o que contribui para desencadear o segundo mecanismo que está diretamente ligado ao processo de envelhecimento.

A ação da insulina

Com o aumento da glicose no sangue, o pâncreas libera insulina, responsável por tirar o açúcar do sangue e distribuir pelas células do corpo. Quando aumenta a liberação de insulina, aumenta também o acúmulo de gordura corporal, que pode levar ao sobrepeso e à obesidade. O problema se agrava quando a insulina não consegue mais realizar o seu trabalho, causando ainda mais prejuízos para o corpo. É a resistência à insulina um dos mecanismos do diabetes tipo 2.

Interrompendo o ciclo

Educação é a base para a promoção da saúde, e é melhor ainda quando começa desde cedo em casa. “Somente atacando o problema pela raiz podemos poupar o organismo das doenças crônico-degenerativas que afetam coração, vasos sanguíneos, rins, olhos, nervos e articulações”, resume o médico.

(Fonte: Revista Vitta/ed.1; iTodas - Corpo e Dieta)

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