CIVITATE - INCENTIVADORES

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

ENTERRADA A ASSESSORA DE IMPRENSA E OUVIDORA DA POLÍCIA MILITAR DO CEARÁ ASSASSINADA EM FORTALEZA

"Comoção marca despedida da jornalista Kérsia Porto."

"Mais de 200 pessoas estiveram no Cemitério Parque da Saudade, onde o corpo da jornalista foi sepultado, ontem."
"Foi com uma salva de palmas que parentes e amigos se despediram, na manhã de ontem, no Cemitério Parque da Saudade, da jornalista Kérsia Maia Porto Amorim, 29. Ela foi encontrada morta, na madrugada do último sábado, ao lado do corpo do marido, o sargento PM Francisco Antônio Amorim, 33, que teria cometido suicídio depois de assassinar a mulher.

Caminhando pelas alamedas do cemitério após o sepultamento, Adalberto Porto, pai de Kérsia, definiu a sensação dos familiares. "Estou flutuando, como se fosse um sonho", lamentou. Ele e a mulher, Thelma Porto, foram os últimos a deixar o local onde a jornalista foi sepultada. Antes de sair, eles permaneceram alguns minutos contemplando as mais de dez coroas de flores depositadas sobre o túmulo da filha.

O corpo de Kérsia foi velado por amigos e parentes desde a tarde do último sábado, na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (AL-CE), de onde partiu às 9 horas para o cemitério, localizado no município de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Escoltado por policiais da Companhia de Policiamento Rodoviária (CPRV) e do grupo Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio), o cortejo com o corpo de Kérsia Porto chegou ao Parque da Saudade, exatamente às 10h15 e seguiu para a Capela sob o olhar de amigos e familiares.

A Capela ficou pequena para as cerca de 200 pessoas que compareceram ao sepultamento. Um dos que preferiu permanecer do lado de fora, enquanto aguardava o início de uma missa em homenagem a jornalista, foi o deputado estadual e líder do Governo na Assembleia Legislativa, Nelson Martins (PT).

O parlamentar afirmou que a morte de Kérsia foi uma "verdadeira tragédia". Lembrando de momentos da convivência com a jornalista na Assembleia, Martins disse como ela era no ambiente de trabalho. "Ela era uma pessoa simples. Todos gostavam dela".

Além de jornalistas e colegas da TV Assembleia, profissionais que trabalharam com Kérsia na Assessoria da Polícia Militar, como o Relações Públicas da PM, major PM Marcos Costa, não escondiam a tristeza pela partida da companheira de trabalho. "Perdemos uma grande profissional, mas também uma grande amiga", afirmou o oficial.

Perguntado por jornalistas sobre o fato de o sargento Amorim estar portando a arma da PM na sua folga, Costa foi enfático. "O procedimento correto era ele deixar a arma no Quartel, o que ele sempre cumpriu, mas nesse dia, ele não obedeceu a esse procedimento", disse.

O major capelão Pedro Castelo foi outro colega da PM que não se conteve. Ele presidiu a missa de corpo presente, mas ficou com a voz embargada em vários momentos da celebração. Após a missa, o corpo seguiu até o túmulo. Após algumas músicas, o silêncio prevaleceu, entrecortado pelo choro emocionado dos amigos e parentes, enquanto flores foram colocadas sobre o caixão. No fim, um fã anônimo que só conhecia Kérsia pela TV e estava no cemitério para visitar o túmulo de um parente, iniciou uma salva de palmas, que foi seguida por todos com muita comoção.
O sargento da PM e marido de Kérsia, Francisco Antônio Amorim tinha sido sepultado na tarde de sábado (5), no Cemitério Jardim Metropolitano.

Kérsia foi assassinada na porta de casa, quando chegava com o marido, o sargento e fiscal do Ronda do Quarteirão, sargento Amorim, de uma festa de casamento. Em uma câmera fotográfica ficaram os últimos registros do jovem casal horas antes do crime que interrompeu brutalmente a trajetória da jornalista.

No corpo da jornalista foram encontradas seis perfurações provocadas por tiros de pistola ponto 40, duas nas costas, uma no peito esquerdo, outra no braço esquerdo e duas nas coxas. O carro também ficou marcado por balas, o que levanta a suspeita de que a jovem tenha tentado fugir. No corpo do PM foi encontrado apenas um tiro, na boca. A Polícia trabalha, incialmente, com a hipótese de homicídio seguido de suicidio).

(Fonte: Jornal Diário do Nordeste - Portal do SVM)

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