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segunda-feira, 27 de julho de 2009

AS CRIANÇAS E SEUS LIMITES


"Você já deve ter visto ou vivenciado a seguinte cena: no supermercado, uma criança se debate no chão, chora, berra, enquanto a mãe, em geral, costuma ficar bastante envergonhada com todos os olhares que se voltam para ela e para aquele pequeno ser tão sonoro, cuja vontade não foi prontamente atendida. O comportamento é típico de filhos mimados, encarados como um problemão. Mas como fazer para evitá-los? Boa parte da origem - e da solução - está nas mãos dos próprios pais.

O fato de um pai, uma mãe (ou ambos) mimar os filhos passa por diversos fatores e vai desde a superproteção exagerada até uma certa negligência. "Em vez de impor os limites e gastar energia discutindo com a criança, a saída mais fácil é atender seus desejos", diz a psicóloga Patrícia Spada, da Universidade Federal de São Paulo(Unifesp).

Outras questões que resultam na criança mimada incluem: a mãe com um alto nível de ansiedade, ou seja, com medo de que aconteça algo muito ruim para o filho; pais que demoraram muito para engravidar, e quando vem o bebê ele é tratado como um bibelô (algo frágil, que corre o risco de quebrar a qualquer instante) e a rivalidade entre o casal, levando-os a disputar o amor do filho mimando-o. O que também pesa é a imaturidade dos adultos por achar que uma criança bem amada é aquela que vai ter tudo que os pais não tiveram e um pouco mais, entre outros motivos.

Os efeitos do mimo

O mimo é a não colocação de limites claros e passar a atender a todos os desejos do filho, antecipar-se para que ele não se frustre, protegê-lo dos sofrimentos naturais e inerentes à vida. "São atitudes familiares que podem induzir a criança a ter um comportamento de risco não só na adolescência, mas ainda quando for uma criança maior", alerta a psicóloga Patrícia Spada.

Pais de filhos mimados tendem a ser super indulgentes e procuram até adivinhar qual deverá ser o próximo desejo da criança. Quando crescer, as chances dessa criança em não respeitar regras são enormes. Afinal de contas, ela foi criada como uma pequena "dona do mundo" - tudo que deseja ela tem, tudo que quer ela consegue.

"No futuro, eles podem desenvolver até um comportamento delinquente, quando muitas vezes se tornam líderes do grupo (pois foram tratados como autoridade ou realeza a vida toda), maltratando, prejudicando ou, no mínimo, desprezando os outros que não concordam com seu jeito de pensar e agir", ressalta Patrícia.

A Influência começa cedo

Desde o seu nascimento, o bebê está suscetível ao temperamento, às vivências positivas e negativas dos pais, aos modelos afetivos que eles tiveram, entre outros fatores que irão, certamente, influenciar e interferir no relacionamento pais e filhos.

Algumas atitudes dos pais podem, de fato, atrapalhar o desenvolvimento global adequado do filho, tais como: superproteção ou quando o contato com o filho é mantido de modo intenso e contínuo, seja dormindo com eles, amamentando-os durante bem mais tempo do que o recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (é essencial até o sexto mês de vida) e, principalmente, limitando o contato da criança com outras pessoas, ou com outros bebês.

De acordo com a especialista Patrícia Spada, são hábitos que impedirá o início da percepção do bebê de que o mundo não é somente a mãe ou o pai, mas está repleto de outros interesses - fato que pode deixar os pais bastante ameaçados em relação à perda do afeto do filho.

Outra atitude dos pais, frequentemente relacionada a abandono, mas disfarçada por comportamentos de total liberação, é a super permissividade, que consiste em fazer tudo o que o filho deseja, sem nunca colocar limites e nem posicioná-lo, explicando motivos de não poder fazer determinada coisa.

"No caso de bebês, uma situação que demonstra isto é quando os pais se adiantam aos desejos do filho, e prontamente tentam satisfazê-lo, não raramente com relação a alimentação. Assim, a criança chora ou faz menção de reclamar e os pais, imediatamente, lhe dão comida, sem nem lhe dar a chance de perceber e sentir se está mesmo com fome ou não e conhecer seu ponto de saciedade", alerta Patrícia.

O poder do "Não"

É por volta dos dois anos de idade que a criança aprende a falar "Não". É uma descoberta natural, mas que por desconhecimento, os pais a enfrentam com receio de perder a autoridade e gera-se um círculo vicioso: a criança tenta se apossar de seus desejos e palavras recém-descobertas a fim de desenvolver seu mundo mental próprio ou sua identidade e, do outro lado, os pais temerosos não aceitam e muito menos compreendem esta fase e preferem eles dizer o "Não" a ficarem com a palavra final. É aí que começam os ataques dos pequenos. "A criança passa a ter verdadeiros ataques coléricos para se afirmar, cujo limite para a birra é uma tênue e frágil linha", acrescenta a especialista da Unifesp.

A idade crítica

Quando os pais não têm suas próprias questões emocionais bem elaboradas, é mais fácil que elas se confundam com as emoções do filho e, dessa forma, projetem nele seus desejos não realizados e suas frustrações. Por essa ótica, toda e qualquer idade é uma idade de risco para deseducar os filhos. "Cada uma das fases da vida exige dos pais atitudes firmes, afetuosas, e limites bem colocados evitando - ao máximo futuros transtornos de comportamento", alerta Spada.

O comportamento dos pais de não imporem limites para se livrarem do problema é uma situação mais comum do que se pensa. Em geral, os pais permitem que o filho faça tudo o que quiser com a condição de não incomodá-los. "É o que chamamos de superpermissividade e uma das consequências é a indisciplina da criança , diz a especialista.

Tem cura!

A reeducação sempre é possível, contanto que os pais realmente a desejem e estejam dispostos a arcar com as consequencias inevitáveis em função da mudança de atitudes, bem como com a resistência do filho em perder o trono (falso e prejudicial) no qual sempre viveu.

Geralmente, a escola chama os pais para orientá-los a procurar ajuda profissional, pois é no ambiente social do filho onde aparecem os desvios de conduta com mais frequencia. Outras vezes, os próprios pais percebem que tudo já está fora de controle e nem eles mesmos conseguem suportar mais tal situação. E é neste momento de coragem que podem procurar um profissional da área de psicologia para ajudar a criança a se desenvolver e aproveitar todas as suas potencialidades.

Confira abaixo as dicas da especialista Patrícia Spada para evitar a criança mimada em casa:

Quando a criança não aceita comer o que há na mesa e faz birra?
Resolver isto parte de uma boa comunicação da criança com os pais. O problema é que os lados não estão falando a mesma linguagem e, geralmente, há grande manipulação por parte da criança.

Há, de fato, o risco de a criança ficar sem comer, enfraquecida, vir a adoecer, e ela sente e percebe a insegurança e receio da mãe quanto a isso. Se a mãe não conseguir traduzir este clima emocional, será uma guerra de foice, pois ambos tenderão a mostrar ao outro quem é o mais forte e, é claro, a criança poderá estar em situação de risco.

Nestes casos, é indicado que a mãe converse muito com a criança, respeite-a em seu gosto alimentar, faça junto com ela alguns cardápios e insista, sem forçar, para que o filho experimente a comida, mas tenha a liberdade de escolher o que quer comer, mas contanto que coma algum dos ingredientes servidos.

Com o tempo, ele se sentindo respeitado como pessoa, sem ser forçado, sem sofrer violência (física ou psicológica), vai querer comer e passará a aceitar mais facilmente, em combinação com a mãe, o que quer que seja feito para se alimentarem.

Para que os filhos saibam reconhecer o valor material e o esforço dos pais para conquistá-las.
- Conversar sempre demonstrando sem cobrança o quanto é necessário para um adulto se esforçar para ter dinheiro;
- Ajudar o filho a administrar sua mesada ( se a receber), deixando-o decidir pela forma que quer usá-la, mas também arcando com as consequências - quando criança gastar tudo o que tiver. O adequado será que ela possa esperar e juntar o dinheiro todo novamente, aprendendo a esperar, a lidar com a frustração e reconhecer o amor dos pais por ele.
- Não é saudável dar presentes para o filho o tempo todo. É preciso que ele saiba a importância da economia regrada (e não exagerada), bem como a importância de os pais lhe pedirem opiniões sobre o que ele pensa que poderia ajudar para melhorar o orçamento da família.

Para que os filhos entendam o valor das amizades e a importância de compartilhar.
Este é um valor que certamente começa em casa. Não é a mãe obrigando o filho a emprestar seu brinquedo favorito para o amiguinho que desenvolverá nele o sentimento de solidariedade ou de partilha. É natural que as crianças passem pela fase de não querer dividir nada do que é seu com nenhum amigo e, neste caso, é importante que a mãe e o pai respeitem e compreendam a posição e a emoção de seu filho e deixem que ele aprenda a lidar com as consequências de sua atitude.

Se os adultos estiverem emocionalmente bem, tranquilos e confiantes na educação que estão dando a criança, tudo não passará de mais uma fase conturbada e turbulenta, que quando acompanhada de perto pelos responsáveis pela criança, tende a se acalmar com o tempo.

Para evitar os ataques de choro e crises dos pequenos quando algo não sai como eles querem.
Muitas vezes os ataques de choro e as crises não devem ser evitadas, justamente pela importância que a elas compete. Nenhum ser humano consegue tudo que quer na hora que quer e quando os pequenos percebem que eles também não são poderosos, - pois não só as coisas não são como querem como também não conseguem com que os pais atendam a seus desejos incondicionalmente - é o momento ideal para que devagar possam ir entrando em contato com a realidade e elaborar este sentimento de onipotência , tão natural e esperado nos filhos.

É interessante salientar que, em geral, as crises de choro e de birra, muitas vezes, mais deixam os pais envergonhados - pela possível opinião dos outros (que nem se quer os conhece) de que não são bons pais, do que preocupados com a saúde emocional e mental ou desenvolvimento saudável do filho."

(Fonte: Minha Vida e Uol)

MORADORES PAGAM A PM PARA TER SEGURANÇA

"Moradores de bairros de classe média de Vila Velha (Região Metropolitana de Vitória), no Espírito Santo e do Rio de Janeiro - RJ, arcam com custos da Polícia Militar para garantir a presença de policiais e segurança nos locais. Em São Paulo, a PM afirma que há casos em que a população paga aluguéis ou cede imóveis em comodato --caso do 7º Batalhão, no centro da capital.

No Espírito Santo, os moradores pagam o aluguel de uma base da PM, as contas de água, luz e celular. São cerca de R$ 1.200 por mês. O pagamento garante uma certa "exclusividade" ao morador, como diz o presidente do Conselho de Segurança Interativa do bairro Cristovão Colombo, de Vila Velha, João Maduro.

"Você até é atendido pelo 190, mas é mais demorado. Se você liga para o celular da PM é muito mais rápido. Eles têm cadastrados os nomes dos moradores no celular, nem precisa dizer onde é o problema."

Segundo ele, na base há cinco policiais militares que trabalham com a comunidade --fazem palestras, reuniões e atendem "casos de família". A vantagem da "comunidade financiar o espaço", diz, é o fato de que o morador pode reclamar e exigir mais.

Na Praia da Costa, bairro de classe média alta de Vila Velha, a associação de moradores cedeu o imóvel onde funcionava a antiga sede e ainda arca com as contas de água, luz e telefone. O presidente da entidade, Gilson Pacheco, diz que é um "auxílio".

"A gente já paga os impostos e deveria ter a segurança. Mas como não tem, garantimos a presença deles assim." Cerca de 4.000 imóveis pagam R$ 2 por mês para a associação.

De acordo com o comandante-geral da PM do Espírito Santo, Oberacy Emmerich, a polícia investe em bases móveis, mas as comunidades de Vila Velha optaram por manter os imóveis, onde também ocorrem as reuniões das associações, o que faz com que as contas sejam pagas por elas. Sobre os celulares, o comandante diz desconhecer o fato, mas afirma que vai investigar.

No Rio de Janeiro, o presidente da Associação dos Moradores da Lauro Müller e Adjacências, Abílio Tozini, diz que a associação paga as contas de dois Nextel usados pela cabine policial da rua de Botafogo, na zona sul. Segundo ele, as despesas ficam em R$ 180.

A presidente da Associação dos Moradores da Fonte da Saudade e Adjacências, também na zona sul do Rio, Ana Simas, diz que há dois meses a cabine da região foi reativada. Ela afirma que fornece água para os policiais e "puxa a luz de um prédio" da região para a cabine.

Por e-mail, a assessoria de imprensa da PM fluminense diz que as bases atuais são custeadas totalmente pela Secretaria da Segurança Pública."

(Fonte: Agência Folha)

"PALHAÇOS" TROCAM TIROS COM A POLÍCIA

"Uma papelaria que fica na Avenida Paralela, em Salvador, Bahia, foi assaltada, na manhã desta segunda-feira (27/07), por oito homens armados. Segundo a Central de Telecomunicações das Policias Civil e Militar (Centel), os bandidos invadiram o estabelecimento e roubaram um notebook e um rádio amador. Segundo a delegada Edna Esteves, os assaltantes estavam vestidos de palhaços na hora do crime e fugiram em um veículo que foi perseguido pela polícia até o Centro Administrativo da Bahia (CAB).

Durante a perseguição houve tiroteio e três assaltantes foram baleados. Os feridos foram encaminhados para o Hospital Roberto Santos, no Cabula, mas não resistiram aos ferimentos e morreram. Os outros criminosos estão foragidos."

(Fonte: iBahia e O Globo)

PALESTRA NA G.:L.:M.:E.:C.: e AA.:RR.:LL.:SS.: ACÁCIA ALENCARIANA, PAULO ELPÍDIO, NECTAR E ACÁCIA 20 DE AGOSTO

Agradeço aos IIRR.: pela deferência por ocasião da palestra proferida a respeito de Segurança Pública na noite de hoje, comunicando-lhes que a recíproca é verdadeira.

Que o Grande Arquiteto do Universo esteja sempre nos seus corações e a sombra da Acácia seja um teto seguro na vida de cada um, extensivo às famílias.

Adail Bessa de Queiroz - M.: M.:

NOVA CAMPANHA PARA RECADASTRAMENTO DE ARMAS

“Representantes da Polícia Federal, da Aniam (Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições) e da Associação Movimento Viva Brasil vão apresentar nesta segunda-feira (27), em Brasília, a nova campanha de recadastramento de armas de fogo. Os proprietários de armas compradas legalmente têm até 31 de dezembro para renovar ou registrar o armamento. Quem não fizer o recadastramento estará incorrendo em crime de porte ilegal de armas, podendo ser processado e, se condenado, preso de um e três anos.

O processo de recadastramento é gratuito. O dono da arma tem que apresentar original e cópia, ou cópia autenticada, da cédula de identidade, do CPF, do comprovante de residência e do formulário Sinarm (Sistema Nacional de Registro de Armas), que pode ser obtido em qualquer unidade da PF ou no site da instituição.

Quem possui arma ainda não registrada, deverá apresentar o original e a cópia autenticada da nota fiscal de compra do armamento ou documento que comprove a sua origem. Quem tem uma arma já registrada deverá levar o original e a cópia autenticada do certificado de registro da arma de fogo, emitido pelo órgão estadual competente, ou então a cópia do boletim de ocorrência comprovando a perda do certificado.

Também é possível entregar à PF armas de qualquer calibre e procedência, sejam elas registradas ou não. Dependendo do modelo, o proprietário vai receber uma indenização que varia entre R$ 100 e R$ 300. Segundo as autoridades, nem a origem do armamento, nem seu portador, será investigado. Diferentemente da regularização, não há prazo limite para a entrega voluntária.

SEGUNDA RODADA

Esta será a segunda etapa de recadastramento desde a aprovação do Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826), em 2003. Segundo a PF, na primeira Campanha do Desarmamento, realizada entre 2003 e 2005, 446,8 mil armas foram entregues em todo o Brasil. Cerca de R$ 57,2 milhões foram pagos a título de indenizações.

Segundo a Aniam, estima-se que existam cerca de 14 milhões de armas em mãos de particulares. E, segundo a PF, pelo menos 4,5 milhões ainda têm que ser recadastradas. ”

(Fonte: Agência Brasil)

RESPOSTA AOS LEITORES:

Porte de Arma para colecionador: Lei Federal Nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003 (arts. 9º e 24); Decreto Federal Nº 5.123, de 1º de julho de 2004 (arts. 2º, parágrafo 2º, inciso I; 30; 32 e 51, parágrafo 2º). Saiba mais no site da Polícia Federal: www.dpf.gov.br

Arma oriunda de Herança: Você pode obtê-la para sí através de Ação Judicial (ex: Alvará Judicial, dependendo do caso). Veja o ar. 67 do Decreto Federal Nº 5.123, de 1º de julho de 2004. Saiba mais no site da Polícia Federal: www.dpf.gov.br


domingo, 26 de julho de 2009

BRASIL - "TOQUE DE RECOLHER" COMEÇA A GERAR POLÊMICA

"Circular pelas ruas à noite depende da idade da pessoa. Em pelo menos 21 municípios brasileiros, distribuídos em oito Estados, segundo levantamento do Correio, o trânsito de crianças e adolescentes com menos de 18 anos está proibido a partir de determinado horário. Apelidada de toque de recolher, a medida faz parte de uma tentativa de juízes de diminuir a violência que assola jovens, tanto como vítimas quanto como algozes.

A iniciativa, embora tenha provocado a diminuição das ocorrências policiais em algumas cidades, criou uma verdadeira guerra entre grupos de defesa dos direitos da criança. Tanto que o imbróglio acabou chegando ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que, na primeira sessão de agosto, marcada para o dia 4, terá de analisar a legalidade das portarias municipais, acusadas de ferirem garantias individuais estabelecidas na Constituição.

O governo já se pronunciou contrário à iniciativa. “A edição de portarias judiciais foi limitada no artigo 149 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em relação à forma como estava descrita no Código de Menores. Ou seja, precisam, agora, ser editadas caso a caso, e não em caráter geral. Além disso, o artigo 5º da Constituição Federal também assegura o direito de ir e vir a todos”, critica Carmen de Oliveira, subsecretária de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria Especial de Direitos Humanos, ligada à Presidência da República.

É também ao ECA que o juiz Evandro Pelarin, responsável por uma das primeiras portarias no país sobre o que ele prefere chamar de toque de acolher, e não recolher, se apega. “Ninguém menciona que há restrições legais previstas no ECA em relação ao direito de ir e vir. Outro ponto é o artigo 227, inciso 5º, da Constituição, que prevê a possibilidade de privação de liberdade, inclusive de crianças”, rebate o juiz.

Embora o CNJ ainda vá se pronunciar, o conselheiro Marcelo Nobre teve de se debruçar sobre o assunto há pouco mais de um mês para analisar, individualmente, um pedido de suspensão do toque de recolher implementando em Nova Andradina (MS). “A portaria da juíza estava fundamentada no Estatuto da Criança e do Adolescente e, portanto, entendi que não deveria ser suspensa. Houve um recurso contra essa decisão e teremos que apreciar novamente”, explica Nobre.

O município sul-matogrossense Fátima do Sul, que há cerca de três meses instituiu o toque de recolher a partir das 22h, contabilizou uma diminuição de abordagens de adolescentes de 67 para 49 nos primeiros 30 dias de medida. No caso de ocorrências, a queda foi de sete registros para três, no mesmo período.

Em Fernandópolis (SP), que no final de 2005 começou a restringir a circulação de meninos e meninas depois das 23h, o número é mais acentuado: 378 atos infracionais registrados naquele ano, contra 265 em 2008. Mas nem todos os municípios apresentam tal tendência. Em Patos de Minas, a cerca de 400 km de Belo Horizonte, as ocorrências policiais envolvendo menores de 18 anos cresceram 44% nos primeiros 25 dias de medida, em relação ao mesmo período de 2008.

Advogado e membro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Ariel de Castro questiona os resultados positivos apresentados pelas autoridades em virtude do toque de recolher. “Pode até haver uma diminuição das ocorrências, mas apenas num primeiro momento. Além disso, temo que, enquanto a polícia está perseguindo crianças e adolescentes, num flagrante desvio de função, os crimes cometidos por adultos cresçam”, argumenta. Segundo ele, a falta de estrutura do aparato policial levará a uma inevitável frouxidão das fiscalizações. “A Lei Seca e o desarmamento são exemplos.”

Cada município brasileiro que adotou o toque de recolher tem regras próprias. O horário pode variar conforme a idade do adolescente, como em Itapura e Ilha Solteira, ambos no interior de São Paulo. Nas duas cidades, quem tem menos de 13 anos deve voltar para casa às 20h30. Para os de 15 anos, o limite sobe para 22h. E dos 16 aos 18, a tolerância termina às 23h.

Fiscalização "light"

Na mineira Arcos, com cerca de 35 mil habitantes, que editou portaria de recolhimento de adolescentes ainda em 2005, a população já sente um certo relaxamento. Mãe de Antônio Rodrigues de Castro Neto, de 19 anos, e de João Pedro Lima Castro, de 15, a professora Maria de Lurdes Castro, de 50, apoia o toque de recolher, mas salienta que nem sempre a regra é respeitada.

Os filhos confirmam. Antônio Neto lembra que, no passado, ele e os amigos chegavam a voltar para casa ao ver a presença dos comissários. "Corríamos deles. Tínhamos medo porque eles fiscalizavam mesmo. Agora não é mais assim. Tem muito adolescente na rua hoje", diz.

João Pedro concorda com o irmão e afirma: ninguém mais tem medo de ser abordado pelo comissariado. "Eles pegam mais aqueles que estão ingerindo bebida alcoólica, mas se você ficar tranquilo, nunca será mandado para casa", conta. A professora Mônica Castro, de 46 anos, ressalta que o limite é colocado dentro de casa, na relação com o filho de 16 anos, José Roberto de Paula Júnior, que adora sair com os amigos nos fins de semana. Apesar disso, ela não nega que o apoio do comissariado tranquiliza os pais. "Precisava haver maior fiscalização", reclama. José Júnior afirma que nunca teve problemas na noite de Arcos. "Como eu não bebo, nunca me pararam", afirma. (RN e SL).

Onde o toque foi adotado

Bahia
Santo Estevão
Ipecaetá
Antonio Cardoso

Goiás
Mozarlândia

Mato Grosso do Sul
Fátima do Sul
Nova Andradina
Jateí
Vicentina

Minas Gerais
Patos de Minas
Arcos
Pompeu

Paraíba
Sapé
Taperoá
Livramento
Assunção

Paraná
Cambará

Rondônia
Guajará-Mirim

São Paulo
Ilha Solteira
Fernandópolis
Itapura
Mirassol."

(Fonte: Correio Braziliense)

PM's COMEÇAM A USAR ARMAS NÃO LETAIS

"Policiais Militares estão portando pistolas não-letais nas ruas de cidades do interior do Rio Grande do Sul. Desde segunda-feira, a utilização da arma da marca Taser, criada há 10 anos nos Estados Unidos e que imobiliza o criminoso, está autorizada pelo comando da Brigada Militar (BM). Em Santo Ângelo e Ijuí, no interior do estado, a pistola nas cores amarela e preta pôde ser vista na tarde de sexta-feira, na cintura de brigadianos. Ela é levada em um coldre, no lado oposto ao lado em que é carregada a arma de fogo.

Em Santa Rosa, a utilização começou na quinta-feira. Ainda não houve necessidade de usá-la para conter algum agressor. Atingido pelos dois dardos disparados pela arma, o alvo recebe um estímulo elétrico de 50 mil volts e perde o controle de seu corpo, caindo.

Somente policiais treinados poderão operar o equipamento. Na área do Comando Regional de Polícia Ostensiva das Missões (CRPO), 20 servidores estão aptos. Quatorze armas foram distribuídas para Santo Ângelo, Ijuí e São Luiz Gonzaga, conforme o comandante regional, coronel Eloe Antonio Perius. Ela será empregada em casos de pessoas que resistam a uma contenção e que portem arma branca, como faca.

- Há várias ocorrências em que enfrentamos dificuldades para conter uma pessoa transtornada. Nossa expectativa é grande com a arma - comentou o sargento Célio Valeski, que, com o colega Zilmar Borchartt, está autorizado a portar a pistola desde a tarde de sexta-feira, em Santo Ângelo.

Em todo o estado, 500 policiais militares já receberam treinamento. Até o final do ano, o efetivo apto a usá-la será de 1,2 mil. A corporação tem 300 pistolas não-letais. Conforme o chefe do Centro de Material Bélico da Brigada Militar, major Érico Flores, o início da utilização do equipamento fica a cargo dos regionais:

- A arma vai ajudar a diminuir as lesões nas ocorrências em que existe a necessidade de imobilização da pessoa. Vai evitar o uso do bastão. É uma ferramenta que pode dispensar o uso da força física por parte do policial.

Conforme Flores, a arma não será empregada em situações em que os criminosos estejam com arma de fogo.

- A Taser será utilizada em ocorrências em que a pessoa esteja embriagada, drogada, fora de si, descontrolada. Com a arma de fogo, o policial tem uma fração de segundo para decidir usá-la ou não. Já com a pistola não-letal, ele vai ter calma para analisar a situação, verificar se a pessoa tem condições de receber o choque - comenta."

(Fonte: RBS e O Globo)

GRAVIDEZ - SORVETE É BOM PARA FERTILIDADE

"Pesquisadores do Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, concluíram que trocar o leite integral por sorvete, pelo menos duas vezes na semana, pode ser um bom negócio para quem deseja ter um bebê.

O coordenador da pesquisa acompanhou por oito anos mais de 18 mil mulheres, com idade entre 24 e 42 anos, que apresentavam dificuldades para engravidar . A cada dois anos, elas tinham de responder se haviam tentado ter um filho, se essas tentativas já duravam mais de um ano e, em caso de dificuldade, se sabiam a razão. Além disso, as voluntárias forneceram informações sobre seus hábitos alimentares.

Ao final da pesquisa, ficou constatado que as mulheres que consumiam diariamente pelo menos duas porções de sorvete tinham 85% mais chances de ovular do que aquelas que não o consumiam.

A pesquisa revelou ainda que a sobremesa diminui o risco de infertilidade em 22%. As mulheres que tomam sorvetes cremosos duas vezes por semana têm risco de esterilidade 38% menor do que aquelas que não se permitem nem uma casquinha por semana.

A explicação dos pesquisadores é de que a gordura presente no sorvete tem substâncias que melhoram o funcionamento dos ovários, facilitam a produção de hormônios sexuais e aumentam a fertilidade."

(Fonte: Hotnews - Minha Vida, Uol)

PACAJÚS NA REGIÃO METROPOLITANA DE FORTALEZA ACUMULA CASOS DE EXECUÇÕES

"O Município de Pacajus (a 49Km de Fortaleza - CE) vive um momento de muita violência. Do início do ano até ontem, pelo menos 21 assassinatos, a maioria com características de execução sumária, ocorreram ali, deixando a população amedrontada e as autoridades policiais intrigadas, com poucas pistas para elucidar os caso. Somente nesta semana, três cadáveres foram ´desovados´ (jogados) na periferia da cidade.

Um exemplo disso aconteceu na madrugada de segunda-feira (20), quando um cadáver foi localizado nas imediações do aterro sanitário da cidade. Um homem foi crivado de balas e jogado no matagal. Sem nenhum documento nos bolsos, o cadáver foi removido pelo rabecão da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) para o Serviço de Verificação de óbito (SVO), em Fortaleza, onde, dois dias depois acabou sendo identificado. Tratava-se de Valclécio Sena.

Três dias depois, um novo caso de execução sumária mobilizou os policiais da 5ª Companhia do 1º BPM (Pacajus). Numa estrada de terra próxima ao quilômetro 58 da BR-116, dois cadáveres estavam jogados no lamaçal. Como da vez anterior, os mortos não foram identificados e a acabaram sendo levados dali para o SVO na condição de indigentes. Peritos comprovaram marcas de tiros nos dois cadáveres e, além disso, sinais de espancamento. Supõe-se que as vítimas foram submetidos a uma sessão de tortura antes da execução, o que aponta indícios de vingança ou ´acerto de contas´.

“O medo que as pessoas sentem de falar deixam a Polícia com poucas chances de chegar aos autores dos assassinatos”, contou um policial militar que esteve no local do duplo homicídio. Na delegacia de Polícia Civil, as investigações sobre os assassinatos também carecem de meios para que a autoria dos delitos seja comprovada.

Geralmente cercadas de muito mistério, as execuções sumárias registradas em Pacajus escondem por trás delas disputas pelo tráfico de drogas e casos de vingança.

Um desses casos ocorreu na noite de 4 de março passado, quando dois homens, identificados como Paulo César Mendes da Silva e Carlos Alberto Barreira, foram atingidos por vários tiros quando se encontravam no Beco do Sinal. Um deles morreu na hora (Paulo César). O segundo, passou alguns dias hospitalizado, mas acabou morrendo também."

(Fonte: DN no Portal SVM)

TÁ EXPLICADO - DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL QUE APUROU O CASO DOS DOLÁRES NA CUECA VIROU SUPERINTENDENTE E AGORA FILIA-SE AO PT

"O Superintendente da Polícia Federal de Alagoas, o delegado José Pinto de Luna assinou ficha de filiação ao PT alagoano e deve ser candidato ao Senado nas eleições do próximo ano. Ele é cearense e chegou a ser enviado de São Paulo para Fortaleza, em 2005, para realizar investigações sobre o chamado caso “dólares na cueca”, quando na época dirigente petista Adalberto Vieira foi preso em São Paulo, tentando embarcar rumo a Fortaleza com dinheiro na cueca. A origem e o destino do dinheiro não foram até hoje esclarecidos.

Na época, o nome do hoje Deputado Federal José Nobre Guimarães (PT), então parlamentar estadual, irmão do líder petista José Genuíno, foi envolvido e ele ameaçado de cassação. Adalberto era seu assessor. No caso, acabou envolvido também o então chefe de gabinete do Banco do Nordeste do Brasil, Kennedy Moura."

(Fonte: Portal O Povo - E. de Lima)


FORTALEZA - HOMICÍDIOS MOVIMENTAM PLANTÃO POLICIAL

1) HOMICÍDIO A BALA
LOCAL: AV. VISCONDE DO RIO BRANCO, JOAQUIM TÁVORA - FORTALEZA.
VITIMA: LUCIANO LOPES DOS SANTOS.

2) HOMICÍDIO A BALA
LOCAL: RUA INÁCIO PARENTE, SERRINHA - FORTALEZA.
VÍTIMA: JOSÉ ADRIANO DO CARMO MARQUES.

(Fonte: SSPDS-CE)

CEARÁ - POLÊMICA ENVOLVE VIAGENS DA 1ª DAMA DO ESTADO

"A polêmica em torno de gastos com viagens internacionais volta a atormentar o governador Cid Gomes. Depois do escândalo pelo uso de jatinho fretado em voos pela Europa em 2008, agora surgem denúncias envolvendo viagens da primeira-dama para Portugal e Egito. Haveria problemas em compras de passagem de primeira-classe e na publicação dos atos no Diário Oficial. O caso ganha repercussão nacional neste fim de semana, com matéria na revista Veja. O deputado estadual Heitor Férrer (PDT-CE) vai levar as denúncias ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) na próxima segunda-feira (27).

Em abril deste ano, a primeira-dama do Ceará, Maria Célia Habib, em abril deste ano, viajou para Portugal divulgar o artesanato local, em companhia de uma funcionária da Secretaria do Trabalho e do Desenvolvimento Social. A questão é que a passagem da esposa de Cid Gomes custou R$ 8,3 mil, na primeira classe, enquanto a da servidora foi de R$ 3 mil, na classe econômica.

Heitor Férrer, em entrevista ao Jornal O Povo, questiona a diferença e diz que o governador cria um expediente inexistente na administração pública. “Quer dizer que qualquer pessoa que não é do staff do Governo pode ser custeado pelo Estado?”, indaga. A demora com que o gasto foi publicado no Diário Oficial do Estado, três meses após a viagem, fato classificado como “ato semi-secreto” do Governo.

Já neste sábado (25), o deputado denunciou, à TV Jangadeiro, que a primeira-dama viajou para o Egito, em dezemnro de 2008, em condições semelhantes: também de primeira-classe e acompanhada por uma servidora. Dessa vez, ela participou de um fórum mundial e os atos foram publicados com antecedência no Diário Oficial.

Em defesa do Governo Cid, o procurador-geral do Estado, Fernando Oliveira, disse que não há nenhuma ilegalidade na viagem de Maria Célia. Ele afirmou que o pedido passou por uma análise jurídica na Procuradoria e foi aprovado porque “a primeira-dama tem função de representação do Estado”. Sobre o valor diferenciado das passagens, o Governo alegou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o posto de primeira-dama também permite viagens em primeira classe. Já a demora na publicação, de acordo com a assessoria, foi considerada “normal” e pode acontecer em diversas situações.

O governador Cid Gomes, já figurou em episódios semelhantes. No ano passado, foi questionado por usar dinheiro público para pagar um tour europeu da mulher e da sogra e uma viagem ao Caribe dos filhos de seu irmão, Ciro Gomes."

(Fonte: TJonline, O Povo e Revista Veja).

Confira a matéria exibida pelo Jornal Jangadeiro, afiliada SBT em Fortaleza - CE: