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sábado, 24 de abril de 2010

PMs PRESOS

"A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo prendeu ontem (23/04), nove policiais militares da 1ª Companhia do 9º Batalhão da Polícia Militar paulista. Eles permanecem presos preventivamente no prédio da corregedoria durante o inquérito que investiga a morte de um homem na madrugada de 10 de abril na Zona Norte de SP.

Nota de esclarecimento da PM

Em nota divulgada no site da Polícia Militar de São Paulo na noite desta quinta (22/4), a PM esclarece que assim que recebeu a denúncia, a Corregedoria instaurou Inquérito Policial Militar para apuração e elucidação da denúncia de que integrantes do 9º Batalhão de PM, da zona norte da Capital, estariam envolvidos na morte de um homem. Todos os policiais que estavam em serviço naquela noite estão sendo investigados. As informaões foram dadas em uma coletiva realizada na própria Corregedoria, às 17h00 desta quinta.

Segundo a nota, "A Polícia Militar não compactua com nenhum tipo de irregularidade praticada pelos seus integrantes, sendo implacável e ágil na apuração rigorosa dos desvios de conduta, retirando das fileiras da Corporação cerca de 300 policiais em média, por ano. Esse caso só não teve as providências adotadas com maior agilidade, pelo fato de que nada chegou ao conhecimento da corporação antes."

A PM destacou que os nove policiais envolvidos estão recolhidos à Corregedoria e pede a colaboração da comunidade para a elucidação dos fatos, entrando em contato com a própria corregedoria ou por meio do Disque Denúncia (181).

A morte

De acordo com informações do G1, o homem e outras quatro pessoas brigavam pelo suposto roubo de uma bicicleta, quando a PM abordou e levou todos os envolvidos na briga até uma companhia da Polícia Militar onde foi feito um boletim de ocorrência da PM. As pessoas foram liberadas sem que os fatos tivessem sido relatados no distrito policial. Mais tarde, um dos homens que haviam sido abordados foi encontrado morto pela mesma equipe da PM que os prendeu."

(Fonte: G1, Correio Braziliense)

A "TURMA DO CHAVES" CONTINUA FAZENDO SUCESSO

""Sem querer querendo", São Paulo recebe Vila do Chaves."

"É praticamente impossível encontrar alguém com mais de 20 anos que não se lembre de ao menos um episódio do seriado mexicano "Chaves". Ícone pop desde os anos 80, o programa, no ar até hoje, criou uma legião de aficionados que se reúnem neste sábado (24/04) no 2º Festival da Boa Vizinhança, no Mart Center (zona norte de São Paulo).

Lá, os visitantes poderão entrar numa réplica da vila onde se passavam as aventuras e curtir diversas referências presentes na série: desde as músicas, interpretadas por bandas ao vivo, aos quitutes, como os inesquecíveis refrescos e o sanduíche de presunto.

O evento contará com duas presenças ilustres: os atores Edgar Vivar, o "seu" Barriga, e Carlos Villagrán, o Kiko, que vão bater um papo com o público. Haverá ainda um concurso de fantasias, com "Chaves", "Chiquinhas"..."

(Fonte: Anderson Santiago - Folha e Uol)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

COMISSÃO BRASILEIRA DE JUSTIÇA E PAZ PEDE AFASTAMENTO DO SUPERINTENDENTE DA POLÍCIA CIVIL DO CEARÁ

A Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), seção do Ceará, pediu, nesta sexta-feira (23/04), em ofício entregue ao secretário-geral da Procuradoria Geral de Justiça do Estado, o imediato afastamento do Superintendente da Polícia Civil do Ceará, delegado Luiz Carlos Dantas, que foi acusado de envolvimento em atos de tortura.

Membros da CBJP/CE ainda pediram informações acerca de investigações e o que resultou, em termos práticos, a ação do Ministério Público Estadual. A entidade havia feito tal solicitação há quatro meses e agora cobra resposta. A procuradora-geral de Justiça, Socorro França, não estava no local quando da visita da comissão.

A nota é assinada pela secretária-executiva da CBJP, Desembargadora Maria Celeste Thomaz de Aquino, e pelo subsecretário da entidade, Cláudio Régis Quixadá.

(Fonte: Blog do Eliomar)

O ACIDENTE QUE MATOU O CAPITÃO CEARENSE DA ESQUADRILHA DA FUMAÇA



Para assistir o vídeo click play. Ligue o som do seu computador.

O vídeo registra o acidente com o avião T-27, da Esquadrilha da Fumaça, da Força Aérea Brasileira, que caiu durante uma apresentação realizada no dia 02 de abril de 2010, em Lages, cidade localizada a 200 quilômetros de Florianópolis -SC.

No acidente morreu o piloto da aeronave, o Capitão Anderson Amaro Fernandes, que era cearense.

O avião Tucano, considerado o sétimo da Esquadrilha, caiu na região do aeroporto por volta das 17h30. O avião se espatifou na pista no momento que fazia uma manobra rasante. Ele realizou a manobra "estol de badalo", seguido de um parafuo e lancevak isolado. Na acrobacia, é feita uma descida em parafuso com o nariz para baixo, simulando uma queda. Ao se recuperar, gira sobre treis eixos de voo e encerra com um rasante. Foi no último trecho que o avião acabou se chocando ao solo.

O capitão atuava há quatro anos na Esquadrilha da Fumaça e se aposentaria ao final deste ano do chamado Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) da Força Aérea Brasileira (FAB). Natural do Ceará, o oficial era um dos mais experientes da Esquadrilha da Fumaça e tinha feito mais de 200 apresentações, com 3,7 mil horas de voo. De acordo com as informações do Aeroclube de Lages (AeroLages), pelo menos 10 mil pessoas assistiam à apresentação no momento do acidente. A aeronave, amarela e azul, caiu entre a cabeceira da pista e uma rua secundária, a menos de 200 metros da plateia.

A apresentação da Esquadrilha fazia parte das comemorações dos 68 anos do AeroLages, um dos mais tradicionais do Estado.

(Fonte: Terra)

VIOLÊNCIA NO INTERIOR DO CEARÁ - CASAL É ASSASSINADO EM JUAZEIRO DO NORTE E LÍDER COMUNITÁRIO É EXECUTADO COM 19 TIROS EM LIMOEIRO

JUAZEIRO DO NORTE - CE


Um duplo homicídio foi registrado por volta das 20 horas desta quinta-feira (22/04) entre os bairros Frei Damião e São José em Juazeiro do Norte - CE. Um homem foi encontrado morto ao volante do seu veículo com um tiro na nuca e a mulher igualmente tombou morta após ser alvejada com quatro tiros de revólver todos à queima roupa. Ela aparenta ter uns 30 anos e não foi identificada.

Já o homem trata-se de Adriano Moura Pinheiro, de 29 anos, e dirigia um veículo Gol de cor branca e placas KIR-7577, inscrição de Juazeiro do Norte. À altura da localidade denominada Cidade de Deus, ele foi surpreendido com os tiros provavelmente efetuados por alguém que vinha no banco traseiro. Pelo menos essa é a presunção do perito criminal Milton Alencar que esteve no local.

Populares residentes nas imediações ouviram os estampidos e ligaram para a polícia. Os faróis do carro estavam acesos e muito sangue derramando dentro e fora do carro. É que a porta do veículo estava entreaberta com o corpo da mulher do lado de fora como se alguém que viajava no banco traseiro tivesse empurrado-a para empreender fuga.

Os dois corpos foram levados para o IML (Instituo Médico Legal) de Juazeiro do Norte, sendo que a mulher não identificada usava uma bermuda jeans e blusa vermelha. Ela foi atingida no peito esquerdo e braço direito, enquanto outros dois tiros acertaram o antebraço esquerdo. A polícia descarta a possibilidade de latrocínio, pois dinheiro e pertences das vítimas não foram levados. Em Juazeiro do Norte já foram assassinadas 27 pessoas em 2010.

LIMOEIRO DO NORTE - CE


O líder comunitário e comerciante José Maria Filho, 42 anos, foi encontrado morto nesta quarta-feira (21/04), na estrada que liga o município de Limoeiro do Norte ao sítio Tomé, a aproximadamente um quilômetro do aeroporto da Chapada do Apodi, no interior do Ceará. Ao lado do corpo, havia uma moto e a vítima apresentava 19 perfurações a bala no corpo, segundo informações da Perícia, de pistola ponto 40 e de calibre 12.

O homem era líder comunitário e lutava contra o uso indiscriminado de agrotóxicos na Chapada do Apodi, além de reivindicar constantemente melhorias para sua comunidade. Ele participava de programas de rádio apelando as autoridades por melhorias para a localidade e contra o uso abusivos de empresas agrícolas que poluíam a região.

(Fonte: TV Jangadeiro e Miséria)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

MAIS SEIS ASSASSINATOS NAS ÚLTIMAS HORAS EM FORTALEZA

21/04/2010

1) HOMICÍDIO A BALA
02h33
LOCAL: TRAVESSA SUZANA, MONTE CASTELO - FORTALEZA.
VÍTIMA: MARIA C. O.

2) HOMICÍDIO A BALA
13h15
LOCAL: RUA EVANDRO LUZ, PADRE ANDRADE - FORTALEZA.
VÍTIMA: JANDERSON S. B.

3) HOMICÍDIO A BALA
22h02
LOCAL: RUA CORREIA LIMA, DEMÓCRITO ROCHA - FORTALEZA.
VÍTIMA: JOSE FABIO R .S.

4) HOMICÍDIO A BALA
22h56
LOCAL: SEM TERRA II, EDSON QUEIROZ - FORTALEZA.
VÍTIMA: FELIPE P. S.

5) HOMICÍDIO A FACA
23h46
LOCAL: RUA ANTONIO GENTIL GOMES, ALAGADIÇO NOVO - FORTALEZA.
VÍTIMA FATAL: MARIA DO SOCORRO P. S.

22/04/2010

6) HOMICÍDIO A FACA
05h31
LOCAL: AV. MANOEL DE CASTRO, SABIAGUABA - FORTALEZA.
VÍTIMA: SEXO MASCULINO, NÃO IDENTIFICADA, APROXIMADAMENTE 60 ANOS.

(Fonte: SSPDS-CE)

CAMISAS PARA A COPA DO MUNDO DE 2010


(Fonte: www.asasulfabrica.com.br)

RESUMINDO...!

Contam que Ruy Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Foi averiguar e constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus patos, disse-lhe:

- "Oh, bucéfalo anácrono!... Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica, bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada."

E o ladrão, confuso, diz:

- "Doutor, resumindo... eu levo ou deixo os patos?"

(Fonte: Por e-mail do Carlos)

QUEM DESCOBRIU O BRASIL FOI PEDRO ÁLVARES CABRAL, DUARTE PACHECO PEREIRA, VICENTE YAÑEZ PINZÓN... ? E HOJE É ANIVERSÁRIO DO BRASIL ?

"Em dezembro de 1498, uma frota de oito navios, sob o comando de Duarte Pacheco Pereira, atingiu o litoral brasileiro e chegou a explorá-lo, à altura dos atuais Estados do Pará e do Maranhão. Essa primeira chegada dos portugueses ao continente sul-americano foi mantida em rigoroso segredo. Estadistas hábeis, os dois últimos reis de Portugal entre os séculos 15 e 16 - D. João II e D. Manuel I - procuravam impedir que os espanhóis tivessem conhecimento de seus projetos.

Pouco depois do retorno de Vasco da Gama a Lisboa, em agosto de 1499, D. Manuel I, em parceria com investidores particulares, organizava uma nova expedição para Calicute. Decidido a impressionar o monarca local, ou a convencê-lo pelas armas, o rei enviava agora uma expedição ostensivamente rica e poderosa, composta de 13 navios com uma tripulação estimada entre 1.200 e 1.500 homens.

Seu comando foi confiado a um fidalgo de 33 anos, chamado Pedro Álvares Cabral. A bordo, estavam presentes alguns dos mais experientes navegadores portugueses, como Bartolomeu Dias, o mesmo que dobrou o cabo da Boa Esperança, atingindo pela primeira vez o oceano Índico.

A partida da armada de Cabral foi programada para 8 de março de 1500, embora tenha sido adiada para o dia seguinte, devido ao mau tempo. Uma cerimônia espetacular foi organizada na ocasião pelo rei de Portugal. Toda a população de Lisboa - cerca de 60 mil pessoas - foi convocada para assistir a ela, o que era uma forma de oficializar o pioneirismo português no caminho da Índia, assegurando para o reino luso os direitos do comércio com o Oriente.


Cabral chega ao Brasil

Rumo ao Ocidente, a frota chegou às ilhas Canárias cinco dias depois da partida e dirigiu-se para o arquipélago de Cabo Verde, onde uma nau desapareceu no mar. Após tentar em vão encontrá-la, o comandante decidiu seguir a viagem. Cruzou a linha do Equador, a 9 de abril, seguindo uma rota para o sudoeste que avançava nessa direção, comparativamente ao caminho seguido por Vasco da Gama.

No entardecer do dia 22 de abril, ancorou em frente a um monte, batizado de Pascoal, no magnífico cenário do litoral Sul do atual estado de Bahia. Antes de continuar a viagem para a Índia, os navegantes permaneceriam ali até o dia 2 de maio, tomando posse da terra, "em nome de D. Manuel I e de Jesus Cristo".

Assim, a chegada de Cabral ao Brasil é dois anos posterior à de Duarte Pacheco. Além disso, o atual território brasileiro já era habitado desde tempos pré-históricos. Cinco milhões de índios espalhavam-se particularmente ao longo do litoral, em 1500.

Por isso é preciso relativizar a idéia de que ocorreu um descobrimento a 22 de abril. Na verdade, a data marca a tomada de posse das terras brasileiras pelo reino de Portugal, o que significa a integração do país no contexto da história européia e global.

Cabral chegou ao Brasil por acaso?

Durante muitos anos, um outro aspecto da viagem de Cabral provocou polêmica: a chegada dos portugueses ao Brasil teria ocorrido devido ao acaso?

Atualmente, à luz dos fatos conhecidos, a teoria da intencionalidade já conta com o aval da ciência.

Em primeiro lugar, porque D. Manuel já estava informado a respeito da viagem de Duarte Pacheco e da chegada de Colombo ao Caribe, bem como recebera informações da viagem de Vasco da Gama, que observara indícios de terra firme ao passar ao largo da costa brasileira a caminho da Índia.

Além disso, vários outros elementos concorrem para aumentar as probabilidades da hipótese de Cabral ter outra missão a realizar no Atlântico, antes de seguir para o oceano Índico. Entre outros, podem ser citados:
  • 1) as instruções confidenciais transmitidas pelo rei ao capitão-mor da armada, que jamais se tornaram conhecidas;
  • 2) a permanência da frota na terra por uma semana, demora que não se justificaria caso o único objetivo de Cabral fosse atingir rapidamente Calicute; e
  • 3) o grande interesse demonstrado em conquistar a simpatia dos indígenas brasileiros. A esquadra de Cabral deixou no Brasil dois degredados, com o objetivo de aprender a língua dos índios e recolher informações sobre o seu modo de vida.

    Troca de gentilezas: inicia o escambo

  • A chegada ao Brasil, o desembarque e a estadia dos portugueses na terra foram documentados por vários integrantes da expedição, que escreveram cartas ao rei relatando os fatos. Somente três desses depoimentos chegaram até a atualidade. A "Carta de Achamento do Brasil", de Pero Vaz de Caminha, escrivão da armada, é o mais rico em detalhes.

    De acordo com a narrativa de Caminha, a 21 de abril, os navios encontraram os primeiros indícios de terra: um tapete flutuante de algas marinhas, conhecidas dos marinheiros pelos nomes de "botelhos" e "rabos-de-asno". Na manhã seguinte, avistaram-se "fura-buchos", ou gaivotas, e, de tarde, o monte alto a que "o capitão deu o nome de Pascoal".

    Ali os portugueses ancoraram e passaram a noite, a uma distância de 36 quilômetros da costa. No dia 23, veio a terra Nicolau Coelho, um navegador experiente, que travou o primeiro contato com um grupo de índios: "eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse as suas vergonhas. Traziam nas mãos arcos e setas".

    O primeiro contato foi breve e amigável. Apesar do barulho da arrebentação do mar e do desconhecimento das respectivas línguas, tupiniquins e portugueses conseguiram se entender trocando presentes.

    Conforme Caminha, "Nicolau Coelho somente lhes pôde dar então um barrete vermelho, uma carapuça de linho que levava na cabeça e um sombreiro preto. E um deles lhe deu um sombreiro de penas de ave, com uma copazinha pequena de penas vermelhas e pardas como de papagaios, e um outro deu-lhe um ramal grande de continhas bran cas, miúdas, parecidas com as de aljôfar".

    Índios a bordo

    No segundo contato entre brancos e índios aconteceu na noite do dia seguinte, no lugar a que os portugueses chamaram de Porto Seguro.

    Ao explorar a região onde pretendiam ancorar, o piloto Afonso Lopes "tomou, então, dois daqueles homens da terra, mancebos e de bons corpo s, que estavam numa jangada".

    Os índios foram levados a bordo da nau capitânea e apresentados a Cabral e a alguns dos principais da armada. "Mostraram-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo: pegaram-no logo com a mão e acenavam para a terra, como a dizer que ali os havia. Mostraram-lhes um carneiro: não fizeram caso dele; uma galinha: quase tiveram medo dela - não lhe queriam tocar, para logo depois tomá-la, com um grande espanto nos olhos."

    Primeira missa realizada no Brasil

    Entre 24 e 25 de abril, um número maior de portugueses foi à terra e os contatos com os índios foram freqüentes. Na impossibilidade de comunicação lingüística, as tentativas de entendimento se basearam na troca de produtos entre índios e portugueses.

    No dia 26, o primeiro domingo após a Páscoa, por ordem do capitão, o frade franciscano Henrique Soares de Coimbra rezou uma missa, no ilhéu da Coroa Vermelha, assistida pela tripulação e, à distância, em terra firme, por cerca de 200 índios, dos quais, ao final da missa, "muitos se levantaram e começaram a tocar corno ou buzina, saltando e dançando por um bom tempo".

    A tarde continuou em clima de confraternização: "Passou-se, então, além do rio, Diogo Dias que fora tesoureiro da Casa Real em Sacavém, o qual é homem gracioso e de prazer; e levou consigo um gaiteiro nosso com sua gaita. Logo meteu-se com eles a dançar, tomando-os pelas mãos; e eles folgavam e riam, e o acompanhavam muito bem ao som da gaita. Depois de dançarem, fez-lhe ali, andando no chão, muitas voltas ligeiras e o salto mortal, de que eles se espantavam muito e riam e folgavam."

    Ao som de um tamborim

    O caráter festivo dos encontros entre brancos e índios foi a regra durante todos os dias em terra, embora portugueses não deixassem de manter uma postura de desconfiança. Segundo o escrivão, "na quinta-feira, derradeiro dia de abril, [...] enquanto ali andavam, dançaram e bailaram sempre com os nossos, ao som de um tamborim nosso, como se fossem mais amigos nossos do que nós seus".

    Em outro trecho de sua carta, três parágrafos antes, Caminha havia esclarecido que "estavam já mais mansos e seguros entre nós do que nós estávamos entre eles".

    Em meio a essas festividades, os portugueses cuidaram também de preparar os navios para o prosseguimento da viagem. Em 1º de maio, ocorreu a cerimônia de posse oficial da terra. Uma grande cruz de madeira, com as armas reais de D. Manuel, foi erguida na baía Cabrália e Frei Henrique de Coimbra celebrou sua segunda missa. Os índios a assistiram numa atitude reverente que impressionou os portugueses.

    Por sua vez, estes os presentearam com crucifixos de estanho. No dia seguinte, pela manhã, a esquadra partiu, deixando em terra dois degredados - condenados à morte que trocavam sua pena pelo exílio em terras desconhecidas. Para ambos, a situação era dramática: choravam muito, precisando ser consolados pelos índios. Só seriam resgatados dois anos mais tarde, em novembro de 1501, pela segunda expedição portuguesa ao Brasil.

    Além deles, permaneceram na terra outros dois portugueses, que desertaram e cujo destino é desconhecido. Com a armada, Cabral seguiu rumo à Índia. A nau de mantimentos, sob o comando de Gaspar de Lemos, separou-se da esquadra, com o objetivo de retornar a Lisboa e comunicar ao rei o "achamento", palavra empregada nos textos da época. A 23 de maio, a armada atingia o Cabo da Boa Esperança, onde foi colhida numa tempestade que fez três embarcações naufragarem. Numa delas, estava Bartolomeu Dias que, assim, acabou sepultado justamente no local que o fez passar à história.

    Terra dos Papagaios

    Somente em setembro os portugueses atingiriam Calicute. Enfrentaram a hostilidade dos comerciantes muçulmanos que resultou num ataque à feitoria estabelecida pelos portugueses, em dezembro de 1500 (nele morreu o escrivão Pero Vaz de Caminha).

    Ainda assim, a viagem de Cabral - que se encerrou em julho de 1501, com a chegada do comandante a Lisboa - foi coroada de êxito comercial e deu início ao comércio regular entre Portugal e a Índia. Os lucros por ele proporcionado fizeram com que o Brasil não ocupasse maior atenção dos portugueses durante quase 30 anos - período chamado de pré-colonial.

    O território que Cabral chamou de Vera Cruz, rebatizado de Santa Cruz pelo rei, foi visitada por portugueses, espanhóis e franceses durante esse período. Os documentos e mapas da época mencionam-na dessa maneira, ou ainda como Terra dos Papagaios, como aparece em documentos de comerciantes e diplomatas florentinos. Data de 1512 o primeiro manuscrito a utilizar o termo Brasil, difundido oralmente pelo povo e que suplantaria gradualmente os outros, batizando definitivamente o país.

    A Carta de Caminha

    A célebre "Carta do Achamento do Brasil" foi escrita por Pero Vaz de Caminha em Porto Seguro, entre 26 de abril e 2 de maio de 1500. O escrivão só interrompeu o trabalho no dia 29, quando ajudou o capitão-mor a reorganizar os suprimentos da frota.

    Enquanto o restante da armada seguiu para a Índia, o navio de Gaspar de Lemos foi despachado por Cabral para Lisboa, ao fim da estadia no Brasil, em 2 de maio. Por meio dele, a carta chegou ao seu destinatário. Das mãos de dom Manuel 1o, passou à secretaria de Estado como documento secreto, pois se queria evitar que chegasse aos espanhóis a notícia do descobrimento.

    Anos mais tarde, o documento foi enviado para o arquivo nacional, localizado na Torre do Tombo do castelo de Lisboa ("tombo" tem aí o sentido de conservação, como quando se fala, por exemplo, em tombamento de uma cidade histórica). No arquivo, o manuscrito de Caminha - 27 páginas de papel, com formato de 29,6 cm X 29,9 cm - repousou esquecido durante os séculos seguintes.

    O documento volta ao Brasil

    Somente em 1773, o diretor do arquivo, José Seabra da Silva, mandou fazer uma nova cópia da Carta do Achamento. Seabra tinha ligações familiares com o Brasil. Supõe-se que por meio dele o texto de Caminha tenha chegado aqui, possivelmente com a sua transferência para o Rio de Janeiro quando acompanhou a família real portuguesa.

    Essa cópia da carta foi encontrada no Arquivo da Marinha Real do Rio de Janeiro pelo padre Manuel Aires do Casal, que a imprimiu em 1817, tornando-a pública pela primeira vez. O documento ganhou particular importância para o Brasil com a Independência, em 1822.

    Para o novo país, tratava-se do manuscrito que encerrava o primeiro registro de sua existência. Além disso, no século 19, com o desenvolvimento dos estudos históricos, os estudiosos reconheceram o valor dos documentos escritos como fontes privilegiadas para o conhecimento da história.

    Análise lingüística

    Isso se deve ao fato de o português do início do século 16 estar bem distante do português tal qual é falado hoje em dia. Alteraram-se os sons ou os significados de algumas palavras, outras caíram em desuso, novos termos apareceram.

    É o caso de "achamento", usado no século 16, e substituído por "descobrimento" nos dias de hoje.

    Mas a simples transcrição de um trecho do original de Caminha pode deixar mais clara a ação do tempo sobre a língua e revelar o abismo histórico que se abriu entre o português do escrivão e o nosso:

    "Posto que o capitam moor, desta vossa frota e asy os outros capitaães screpuam a vossa alteza a noua do achamento desta vossa terra noua que se or a neesta nauegaçam achou, nom leixarey tambem de dar disso minha comta avossa alteza asy como eu milhar poder aimda que pera o bem contar e falar o saiba pior que todos fazer."

    Texto rico e envolvente

    Como o português empregado por Caminha é muito diferente do atual, não se pode ter certeza do significado de algumas palavras empregadas pelo autor.

    No caso de outras, sua significação simplesmente se perdeu no tempo. Há passagens da carta cuja compreensão depende das interpretações que os estudos os propõem para preencher essas lacunas.

    Felizmente, esses problemas não chegam a prejudicar a compreensão do texto como um todo. Nem impedem que se possa "traduzi-lo" para o português de hoje.

    Com a intenção de informar ao rei o descobrimento e apresentar-lhe o que aqui se encontrou, o estilo do autor é claro e marcado pela objetividade, como convém a quem escreve um relatório.

    Mas o texto acaba sendo mais do que isso, pois o escrivão não se comportou como um simples burocrata. Sua linguagem nunca é seca ou mesquinha. Pelo contrário, Caminha se dá o direito de ser bem-humorado, fazendo até trocadilhos e brincadeiras ao comparar o corpo das índias com o das mulheres portuguesas.

    Além disso, a grande riqueza de detalhes e as impressões do autor sobre aquilo que via dão ao relato vida e uma grande dimensão humana, Caminha acompanha não somente as ações do índios e europeus, mas também as reações e atitudes que cada grupo tem em relação ao outro, chegando a perceber as emoções que o contato desperta em ambos.

    Assim, por meio da sua narrativa o leitor parece entrar numa máquina do tempo e presenciar o momento em que portugueses e índios se encontraram no litoral baiano, quinhentos anos atrás.

    Duplo valor histórico

    A carta apresenta também um duplo valor histórico. De um lado, tem a importância de ser o registro documental do descobrimento ou da entrada do Brasil na história universal, constituindo uma espécie de certidão de nascimento do nosso país. De outro, tem o mérito de revelar que a história se faz também a partir de fatos corriqueiros (como o "baile" organizado por Diogo Dias e seu gaiteiro), protagonizados por pessoas comuns e sem intenções de grandiosidade e heroísmo.

    E os Espanhóis?

    Existe também a tese de que o Brasil foi descoberto antes mesmo do português Duarte Pacheco Pereira, pelo espanhol Vicente Yáñez Pinzón, em 1498 ou janeiro de 1500.

    Primo do navegador Diego de Lepe, Vicente Yáñez Pinzón integrou a primeira Armada de Cristóvão Colombo que descobriu a América em 1492, tendo comandado a caravela Niña, tripulada por vinte e quatro homens, que armou os seus gastos. A sua embarcação foi incumbida de socorrer a nau Santa Maria, que encalhou em 25 de dezembro de 1492, na costa da ilha de São Domingos.

    De volta à Espanha, em 1495 obteve licença dos soberanos para empreender novas expedições ao novo continente. Quatro anos depois, partiu com uma esquadra de quatro caravelas tendo sido considerado o primeiro navegador europeu a cruzar a linha do Equador na região das Américas, tendo descoberto várias ilhas naquela região. Nessa expedição, alcançou a costa do Brasil, tendo avistado um grande promontório, que chamou de Santa Maria da Consolação, sobre o qual atualmente os autores se dividem, considerando-o ou o Cabo de Santo Agostinho (litoral sul de Pernambuco) ou a ponta do Mucuripe, (na cidade de Fortaleza), do qual tomou posse para a Espanha em 26 de janeiro de 1500. Na ocasião, registrou-se um violento combate com os potiguares. Infletindo para o Norte, Pinzón atingiu em fevereiro a foz do rio Amazonas, a qual denominou de "mar Dulce", de onde prosseguiu para as Guianas e daí para o mar do Caribe. Na costa do Brasil, Pinzón teria capturado trinta e seis indígenas."

    (Fonte: Antônio Carlos Olivieri - iG. Wikipédia)

    ESTILINGUE GIGANTE TIPO CATAPULTA DEVERIA ARREMESSAR DROGAS, CELULARES E E ARMAS PARA DENTRO DE PRESÍDIO



    Policiais militares apreenderam na terça-feira (20/04) em Avaré-SP, cidade a 249 quilômetros da capital, uma espécie de catapulta ou estilingue gigante, feita de ferro e madeira, com aproximadamente um metro e meio de comprimento.

    A polícia acredita que ela fosse utilizada para arremessar aparelhos celulares, drogas e armas para dentro da penitenciária. O equipamento estava no horto florestal e chamou a atenção de um morador que caminhava no parque. A "engenhoca" vai ser encaminhada à perícia. Ninguém foi preso.

    (Fonte: Com informações de O Globo)

    ACIDENTE ENVOLVENDO POLICIAL CIVIL TERMINA EM MORTE

    "O Policial Civil José Cleiton Vieira Palhano, que dirigia um Gol de cor cinza, atropelou e matou o ciclista Francisco José Roque, 31, durante a noite desta quarta-feira (21/04), na Pajuçara, em Maracanaú, Região Metropolitana de Fortaleza - CE.

    A vítima tinha saído do trabalho e estava com outros colegas quando o carro, que, segundo testemunhas, estava em alta velocidade, o atropelou.

    Após o acidente, o motorista parou longe do local e populares informaram que ele teria tentado fugir, mas não conseguiu.

    O policial também ficou ferido e foi levado ao hospital de Maracanaú. Depois, foi conduzido à Delegacia."

    (Fonte: Nilson Bezerra - TV Jangadeiro)

    quarta-feira, 21 de abril de 2010

    ELEIÇÕES 2010 - CIRO GOMES TEM 48% DE REJEIÇÃO

    "O pré-candidato do PSB a Presidência do Brasil em outubro próximo, o Deputado Federal Ciro Gomes (PSB-CE), tem a maior rejeição dentre todos os pré-candidatos pesquisados pelo IBOPE, conforme a pesquisa registrada no TSE sob o número 9070/2010 e divulgada hoje (21/04). A rejeição de Ciro é de 48%.

    Ciro é irmão do atual Governador do Ceará, Cid Gomes, que também é do PSB e pretende a reeleição ao Governo do Estado. Com tão elevado índice de rejeição, o cenário começa a ficar desfavorável para ambos, ameaçando suas candidaturas.

    Outra complicação para os irmãos "Ferreira Gomes" no Ceará, são os recentes encontros entre a Prefeita de Fortaleza, a petista Luizianne Lins, e o ex-Governador Lúcio Alcântara, do Partido da República, que já declarou seu apoio à pré-candidata Dilma, do PT.

    Lúcio também disse ao radialista Chico Rocha, da Rádio Globo local, que se o Presidente Lula apoiar sua candidatura, ele enfrentará o atual Governador Cid Gomes ao cargo majoritário no Ceará.

    Cid anda fazendo "beicinho" para Luizianne e evitando manter contado com a mesma. Durante visita de Dilma recentemente ao Ceará, houve até dificuldades na agenda do governador para o encontro entre os "três". Luizianne também não entende "o possível apoio de Cid ao candidato do PSDB, Tasso Jereissati, ao senado", preterindo pleito do petista José Pimentel, ex-Ministro da Previdência, que ao lado de Eunício Oliveira (PMDB), seriam os candidados preferidos da prefeita de Fortaleza e do PT ao senado (em 2010 serão eleitos dois senadores por estado).

    "A Pesquisa Ibope encomendada pelo Diário do Comércio aponta o candidato do PSDB, José Serra com 36% das intenções de voto e Dilma Rousseff, do PT, com 29%. Os sete pontos que os separam eram cinco na pesquisa anterior (35% a 30%).

    O levantamento mostra ainda o pré-candidato Ciro Gomes (PSB) com 8% e Marina Silva, do PV, também com 8%.

    Em um possível segundo turno, segundo o Ibope, Serra venceria com 46% dos votos e Dilma teria 37%.

    Na pesquisa espontânea, com a pergunta "Se a eleição fosse hoje, em que candidato você votaria?", aparece em primeiro lugar o atual presidente, Lula, com 16% das intenções, seguido de perto por Dilma, com 15%, e Serra, com 14%. Ciro, Marina Silva e Aécio Neves (PSDB) aparecem com 1%.

    Quanto à taxa de rejeição dos candidatos pelo eleitorado, 48% disseram que não votariam em Ciro Gomes "de jeito nenhum", 43% em Marina Silva, 34% em Dilma Rousseff e 32% em José Serra.

    A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 18 de abril com 2002 entrevistados em 141 municípios do País. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos."

    (Fonte: Diário do Comércio, Veja.com e Blog Imparcial)