CIVITATE - INCENTIVADORES

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

EDUCAÇÃO E SEGURANÇA


A violência em todo o mundo contemporâneo tem sido um fato de preocupação social relevante que nas últimas décadas tornou-se notória, sendo objeto de estudo aprofundado pela sociedade hodierna.

No Brasil, a violência tem tomado rumos expressivos e preocupantes, principalmente nos grandes centros urbanos, como a cidade de Fortaleza, capital do Estado do Ceará, que ainda apresenta elevados índices de criminalidade, muito embora tenhamos testemunhado relevantes esforços dos governos para otimizar a segurança pública, e como forma de enfrentar a problemática foi notória a iniciativa da criação do Policiamento Comunitário, da CIOPS, dos Distritos Modelos, do Programa “Ronda do Quarteirão”, e mais recentemente, as Áreas Integradas de Segurança (AISs), através do Sistema de Definição e Gerenciamento de Metas para os Indicadores Estratégicos de Criminalidade no Estado do Ceará, editados pela Lei nº11.558, de 11 de março 2014 e o decreto nº31.448, de 24 de março de 2014.

Por outro lado, não somente o governo, mas a sociedade em geral, tem que entender que o enfrentamento da violência não se resume às questões exclusivas de segurança pública. A violência deve ser enfrentada em amplas frentes, como na amplitude educacional transformadora, buscando colaborar para que a sociedade se desenvolva em bases sólidas que privilegie a ética, a cidadania, a paz social, os direitos humanos, o império da lei, dentre outros importantes vetores.

A educação a ser empreendida para os operadores da segurança, afins e para a sociedade em geral, deve ser entendida como um conjunto sistemático de valores, de conceitos, de procedimentos e de posturas capazes de permitir o pleno engajamento do indivíduo na sociedade, no mundo do trabalho e nas suas atuações participativas e democráticas.

Devem ser evidenciados os processos direcionados à prevenção, à preservação e à proteção dos seres vivos, dos recursos ambientais, naturais e do patrimônio que contribuam para a construção uma sociedade livre, igual, fraterna, sob o foco de uma cultura de paz, dos direitos humanos na amplitude da sua Legislação Nacional e Internacional, no que se refere à concidadania, primando pela dignidade da pessoa e do stutus quo.

Na educação dos profissionais de segurança, afins e da sociedade, há que ser entendido que o envolvimento e a atuação em espaços públicos e privados é primordial para a construção do novo perfil, a fundamentação em competências éticas, legais e técnicas contemplando, ainda, como já foi evidenciado modernamente, o raciocínio lógico, a inteligência social, a capacidade de diálogo, a tolerância e a atuação em equipes multi e interdisciplinares.

Sua dimensão instrumentalizadora não pode ser desvinculada do contexto de sua criação, de sua elaboração e de seu desenvolvimento histórico, econômico, social e cultural, cujas bases serão perseguidas e aperfeiçoadas processualmente num refazer permanente que possibilite uma ação transformadora dos seres humanos e do ambiente.

O processo de educação deve evidenciar que a égide do ser x ter deve ser aferida com frequência, pois as seguranças pública e privada têm fortes compromissos deontológicos que constantemente envolve, dentre outros valores, a honestidade e o espírito de renúncia na preservação de patrimônios, e fundamentalmente na defesa de vidas.

Esses profissionais devem ficar cônscios de que a profissão muitas das vezes impõe o sacrifício pessoal e profissional, como os de serem submetidos constantemente a avaliações, reavaliações, educação, formação e aperfeiçoamento continuado, além de vivências motivacionais, pois muitas das vezes o risco da profissão pode-lhes causar danos, dentre outros, os psicológicos, os físicos e até o sacrifício da própria vida.

Em contrapartida, o governo há que entender melhor os profissionais da segurança e motivá-los na medida das suas expectativas e da realidade republicana.

Todos nós enquanto sociedade teremos que ser sujeitos ativos, e porque não, mobilizados para tal!

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